“Acho que não sou favorito na minha primeira ronda, portanto tenho de entregar-me a 100%. Felizmente, jogo já no domingo, com um adversário que já conheço, e dá-me bastante à vontade para deixar tudo em campo, porque, depois, sei que tenho um ou dois dias ‘off’”, notou, em declarações à agência Lusa.
Único tenista luso a ter entrada direta no quadro de singulares masculino do segundo Grand Slam da época, o número um nacional vai reencontrar na primeira ronda de Roland Garros o atual 25.º classificado da hierarquia mundial, que derrotou nas duas vezes em que os dois se encontraram no circuito ATP, ambas este ano.
“É um jogador que já consegui vencer à melhor de três sets, a ver se consigo fazê-lo à melhor de cinco. Não é fácil, este é provavelmente o melhor Grand Slam dele, o melhor piso dele e, lá está, vou ter de arranjar maneira de contrariar o jogo dele, tornar o jogo dele mais desconfortável, ser o máximo agressivo possível e, acima de tudo, conseguir implementar o meu jogo à frente do dele”, previu.
Tomás Martín Etcheverry chegou aos quartos de final na terra batida parisiense em 2023, mas foi eliminado à primeira no ano passado, ao contrário de Borges, que atingiu a terceira ronda.
“Saber que já consegui fazer aqui terceira ronda, claro que me dá alguma confiança”, assumiu à Lusa o 50.º jogador mundial.
No entanto, o maiato lembra que o resultado da passada edição “não implica nada em Roland Garros deste ano”.
“Sinto-me preparado para batalhar mais uma vez aqui em Roland. É sempre um prazer e um privilégio também. Tento relembrar-me disso para estes momentos, para trazer o meu melhor, tentar desfrutar ao máximo, acima de tudo, porque não é todos os dias que se joga um Grand Slam”, realçou.
Garantindo que a preparação tem corrido bem, até porque tem conseguido treinar no court onde vai jogar e “o corpo está fixe”, Borges explicou que abdicou de participar no torneio de Genebra apenas por “gestão”.
“Já tinha competido muito e achei importante dar aqui um período de treino para atacar Roland Garros da melhor maneira”, completou.
Para o número um nacional, a sua temporada de terra batida “não está a correr assim tão mal”, lembrando o resultado positivo no torneio de Barcelona, onde atingiu os quartos de final e derrotou Etcheverry na segunda ronda.
“Não tenho conseguido ganhar jogos consecutivos, mas cada vitória aqui é sempre boa. Infelizmente, já não tenho jogos fáceis e tento tirar o máximo de confiança possível dos jogos que faço. Sinto que estou a jogar bem, pode não ter corrido incrível ,mas sinto que cada torneio é uma oportunidade para poder fazê-lo, chegar mais longe e, quem sabe, ter uma surpresa”, afirmou.
No quadro principal, Borges terá a companhia de Jaime Faria, com o principal tenista luso a elogiar o jovem que “jogou muito bem no ‘qualy’” e a mostrar-se “muito contente por ele”.
“Fico um bocadinho triste por os outros não terem conseguido [avançar para o quadro]. Estávamos muitos cá e, de repente, já não estamos, mas o ténis é mesmo assim. Mas foi muito termos conseguido ter tantos portugueses em Roland Garros, um novo recorde”, vincou.
Pela primeira vez, Portugal teve sete tenistas a disputar um ‘major’: além de Borges, Faria e Francisco Cabral, que vai jogar o quadro de pares, ainda estiveram no ‘qualifying’ do ‘Slam’ francês Henrique Rocha, Frederico Silva e as irmãs Francisca e Matilde Jorge.
