Bolieiro apela à participação cívica nos 50 anos da autonomia

José Manuel Bolieiro apelou no sábado à participação cívica e à valorização da Autonomia, num encontro evocativo dos 50 anos da Autonomia, onde homenageou os fundadores do partido.



O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, apelou no sábado à participação cívica e à valorização da Autonomia política, defendendo que “o futuro da Região exige envolvimento coletivo e confiança nas suas potencialidades”.

O também presidente do Governo dos Açores falava num encontro evocativo dos 50 anos da Autonomia política regional, realizado no Pavilhão da Associação Agrícola de São Miguel.

Para José Manuel Bolieiro, e de acordo com nota enviada à comunicação social, a celebração dos 50 anos da Autonomia política regional é um momento de “orgulho, memória e confiança no futuro”. E, nesse contexto, destacou o papel do fundador do partido e a herança política deixada por João Bosco Mota Amaral.

“Do caminho que fizemos, da afirmação da Autonomia política e do valor dos Açores e dos açorianos”, o líder social-democrata enalteceu o contributo de todos aqueles que, desde a primeira hora, “deram o seu melhor para consolidar o projeto autonómico”.

Nesse sentido, realçou em particular João Bosco Mota Amaral, enquanto personalidade que inspirou a sua geração.

A homenagem ao fundador do PSD/Açores, coincidente com os 50 anos da criação da Região Autónoma, foi assinalada “como um momento simbólico”, disse, relembrando “a construção de uma Autonomia política ancorada na legitimidade democrática e no apoio constante do povo açoriano”.

“O PSD é o partido fundador e a referência da Autonomia política nos Açores, porque recebeu, ao longo de décadas, a confiança dos açorianos em todas as ilhas”, vincou, citado na mesma nota.

O presidente do PSD/Açores realçou ainda que os sucessivos governos liderados pelo PSD contribuíram decisivamente “para unir e modernizar o arquipélago, tanto ao nível regional como autárquico”.

Assim como que os Açores “devem afirmar-se cada vez mais como uma Região de oportunidades no contexto nacional e europeu, com relevo para a sua posição estratégica, dimensão marítima e espacial e o contributo para áreas emergentes como a economia azul, a energia, a tecnologia e a segurança”.

“Os Açores não são apenas uma região de necessidades. São uma região de oportunidades, com valor geopolítico, geoestratégico e geoeconómico para Portugal e para a União Europeia”, afirmou.

O líder social-democrata açoriano considerou, assim, essencial reforçar “a consciência coletiva sobre a importância da Região”, acrescentando que “o arquipélago representa a principal projeção atlântica da Europa e um elo de ligação a vários continentes”.

“Portugal sem os Açores valeria muito menos”, disse.

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