Benfica não resiste em Frankfurt e despede-se do ‘sonho’ europeu

Benfica não resiste em Frankfurt e despede-se do ‘sonho’ europeu

 

Lusa/Ao online   Futebol   19 de Abr de 2019, 12:37

O Benfica desperdiçou esta quinta feira a vantagem que trazia de Lisboa e foi eliminado da Liga Europa de futebol, ao perder por 2-0 no reduto do Eintracht Frankfurt, na segunda mão dos quartos de final.

Os germânicos abriram o marcador pelo sérvio Kostic, aos 36 minutos, num lance irregular, mas que foi (mal) validado, e sentenciaram o destino da eliminatória no segundo tempo, através de Rode, aos 67, anulando o desaire de há uma semana, por 4-2.

O Benfica falhou, assim, a presença numa meia-final e, por conseguinte, o ‘sonho’ de vencer uma prova europeia, algo que lhe escapa desde 1962, naquela que foi a quarta derrota da ‘era’ Bruno Lage, que foi expulso na sequência do primeiro golo do Eintracht, devido a protestos.

Os alemães, que não atingiam uma meia-final de um prova europeia há 39 anos, desde que ganharam a Taça UEFA em 1979/80, vão agora ter pela frente os ingleses do Chelsea, que eliminaram os checos do Slavia de Praga.

Em comparação com o jogo da primeira mão, Bruno Lage operou apenas duas alterações, lançando André Almeida e Seferovic para os lugares de Corchia e Cervi, num ‘onze’ escalado em 4x2x3x1, em que Fejsa e Samaris fecharam o centro, Rafa e João Félix surgiram nas alas, e Gedson posicionou-se atrás do avançado suíço.

Já o Eintracht apresentou-se sem o português Gonçalo Paciência, relegado para o banco de suplentes, e o central Hinteregger, lesionado, enquanto o croata Ante Rebic e o sérvio Luka Jovic voltaram a liderar o ataque germânico, desta feita com o apoio de Mijat Gacinovic.

Num ambiente tremendamente difícil para quem não esteja habituado, mas impressionante e motivante para quem gosta de futebol, os ‘encarnados’ não se intimidaram e, apesar de uma ameaça de Kostic ainda antes dos 10 minutos, não cederam na retaguarda e foram aguentando as investidas do Eintracht.

Com a zona central muito condicionada pelos adversários, com Rebic e Jovic a pressionarem Rúben Dias e Jardel, enquanto Rode e Gacinovic ‘pegavam’ em Fejsa e Samaris, o Benfica procurava muitas vezes jogar longo em Seferovic, quando sentia mais dificuldades, cabendo a Gedson aproveitar eventuais espaços que o helvético conseguisse abrir.

Contudo, a pressão do Eintracht acabou por dar ‘frutos’ e o golo surgiu mesmo, ainda que ‘ferido’ de ilegalidade não assinalada pela equipa de arbitragem italiana: o remate de Gacinovic acertou no poste e, na recarga, o compatriota Kostic bateu Vlachodimos, embora beneficiando de posição irregular.

Sem VAR nos jogos da Liga Europa, o tento foi validado e os protestos no banco do Benfica levaram Bruno Lage a ser expulso por Daniele Orsato, num final de primeira parte em que Jovic esteve perto de voltar a ‘faturar’ à sua antiga equipa, mas direcionou mal o cabeceamento.

Depois de não terem construído qualquer verdadeira situação no primeiro tempo, as ‘águias’ precisaram de apenas seis minutos da etapa complementar para ficarem por duas vezes à beira do golo.

Na primeira, João Félix ‘galgou’ metros, combinou com Gedson, mas depois faltou quem desse sequência ao lance dentro da área do Eintracht, antes de Samaris, com um pormenor delicioso, abrir ‘caminho’ para o golo de Seferovic, só que o suíço não conseguiu bater Kevin Trapp.

Contudo, a formação de Frankfurt demonstrou que não perdoa quando lhe é concedido espaço e, já depois de Gacinovic ter ameaçado a baliza de Vlachodimos, o experiente Rode aumentou a vantagem dos alemães, que, assim, passavam para a frente da eliminatória.

O mesmo Rode esteve perto de bisar praticamente de seguida, numa altura em que Samaris, que estava a ser – mais uma vez – elemento preponderante no meio-campo benfiquista, já tinha sido substituído por Pizzi.

No entanto, nem o internacional português, nem Salvio, nem, por último, Jonas conseguiram inverter o que quer que fosse, muito embora o argentino estivesse a um pequeno passo da ‘glória’, não fosse o poste a impedir um golo que daria a qualificação ao Benfica, a cinco minutos do final.


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