BCP quer cortar mais de 40 milhões de euros em custos até 2015

BCP quer cortar mais de 40 milhões de euros em custos até 2015

 

Lusa/AO Online   Economia   5 de Nov de 2013, 07:33

O BCP quer chegar a 2015 com custos operacionais inferiores a 700 milhões de euros em Portugal, o que será conseguido com saída de trabalhadores, fecho de balcões e centralização das atividades, segundo o seu presidente.

 

Na apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano, em que o banco registou prejuízos de 597 milhões de euros, o presidente do banco, Nuno Amado, revelou que o BCP quer reduzir os custos operacionais para menos de 700 milhões de euros em 2015, numa poupança de mais de 40 milhões de euros face aos custos com que deverá fechar este ano.

Questionado sobre como será feito esse corte, o mesmo responsável disse que há várias medidas que estão a ser tomadas nesse sentido, como a "racionalização de determinados bens" ou a "centralização de todas as atividades" em dois edifícios em Lisboa, no Taguspark, em Oeiras, e em outros dois edifícios no Porto.

Nuno Amado disse ainda que o banco vai prosseguir com a redução do número de sucursais.

"O objetivo definido [com as autoridades europeias] é atingir 698 sucursais [em 2015]. Isso implica redução, através da fusão de sucursais próximas e do fecho de sucursais pouco rentáveis", afirmou o presidente do BCP.

O banco vai ainda reduzir o número de trabalhadores para cerca de 7.500 e está há algumas semanas a negociar com os sindicatos uma redução dos salários de todos os trabalhadores até 2017, entre 5% e 10%, para evitar a saída de mais de 1.200 funcionários.

Nuno Amado declarou hoje que, caso a redução salarial avance, entre 400 a 500 trabalhadores serão poupados ao desemprego. Se não, poderá avançar para um despedimento coletivo.

O BCP fechou setembro com 8.703 trabalhadores, menos 1.163 do que há um ano, enquanto o número de sucursais está em 783, uma redução de 78 relativamente a setembro de 2012.

O BCP foi um dos bancos portugueses (juntamente com BPI, Caixa Geral de Depósitos e Banif) que recorreu ao Estado para aumentar capital e cumprir as exigências dos reguladores.

O Estado português injetou 3.000 milhões de euros no BCP através de obrigações convertíveis em ações, as chamadas 'coco bonds'. Depois disso, o banco acordou um plano de reestruturação com Bruxelas, com várias medidas de redução de custos.


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