Baltazar Garzón acusa viúva de Pinochet de crime de branqueamento de capitais


 

Lusa / AO online   Internacional   30 de Nov de 2009, 17:45

O juiz Baltasar Garzón imputou um crime de branqueamento de capitais à viúva do ex-ditador chileno Augusto Pinochet e a três outras pessoas, tendo fixado a sua caução em 51 milhões de euros, confirmou a justiça espanhola.
Num decisão hoje tornada publica, o magistrado espanhol concedeu um prazo de dez dias à viúva de Pinochet, Lucía Hiriart, ao seu advogado e testamenteiro, Aitken Lavanchy, e a dois antigos altos quadros do Banco de Chile para pagarem a "caução solidária" no valor de 77 milhões de dólares (cerca de 51 milhões de euros).

No caso de incumprimento, o juiz da Audiência Nacional de Espanha, a principal instância penal espanhola, procederá ao embargo e congelamento de contas bancárias, que ascendem a um valor total de 100 milhões de dólares (cerca de 67 milhões de euros), segundo o jornal espanhol El País.

Desconhece-se até agora se a viúva do antigo ditador chileno, que faleceu em Dezembro de 2006, já cumpriu as exigências estabelecidas pelo magistrado espanhol.

Baltazar Garzón ganhou notoriedade internacional ao emitir uma ordem de prisão contra Augusto Pinochet pelo assassínio de cidadãos espanhóis durante a ditadura militar no Chile (1973-1990).

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