Açoriano Oriental
Aumento do IMI será faseado no tempo e não afetará mais pobres
O líder do CDS-PP nos Açores e vice-presidente nacional do partido, Artur Lima, anunciou que o aumento do IMI terá uma "cláusula de salvaguarda" para as famílias mais pobres, acrescentando que será "faseado no tempo".
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Foto: Direitos Reservados
Autor: Lusa/AO online

"Vai haver uma cláusula de salvaguarda, que vai permitir que as famílias de mais baixos recursos, que as rendas mais baixas, que os mais pobres, não sintam o aumento do IMI", frisou, dizendo que já falou com o líder do CDS-PP, Paulo Portas, "depois de 20 horas de Conselho de Ministros".

O líder regional do CDS-PP garantiu que Paulo Portas estará presente no jantar-comício de encerramento de campanha, hoje, em Angra do Heroísmo, e disse que se esperam "boas notícias relativamente ao IMI", salientando que "o CDS teve um papel determinante nessa questão".

Artur Lima falava, em declarações aos jornalistas, durante uma ação de campanha para as eleições regionais nos Açores, que se disputam a 14 de outubro, junto ao local onde está prevista a instalação da Central Geotérmica da Terceira, em Angra do Heroísmo.

"Vai haver uma cláusula de salvaguarda, em que esse imposto será muito faseado no tempo, coisa que o Partido Socialista se esqueceu no acordo da 'troika'", frisou.

Por sua vez, o vice-presidente regional do CDS-PP, Félix Rodrigues, defendeu um "plano geotérmico para os Açores", que inclua centrais nas ilhas Terceira, Faial, Pico e Graciosa, acusando a EDA e o Governo Regional de "centralismo".

"Não há um investimento claro no desenvolvimento geotérmico dos Açores", criticou, salientando que o primeiro projeto geotérmico para os Açores surgiu na ilha Terceira, há quase 40 anos, e que "nunca avançou por falta de vontade política, quer do governo do PSD, de Mota Amaral e Berta Cabral, quer do governo do PS, de Carlos César e Vasco Cordeiro".

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