Assembleia dos Açores recomenda medidas para mitigar aumento dos combustíveis

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou dois projetos de resolução, de PS e BE, que recomendam ao Governo Regional a adoção de medidas para “mitigar” o impacto do aumento do preço dos combustíveis



O diploma do PS foi aprovado com os votos a favor dos socialistas, Chega, BE e IL, a abstenção de PSD, CDS-PP e PPM e o voto contra do PAN, durante a votação em plenário do parlamento açoriano, na Horta.

A resolução do Bloco recebeu os votos favoráveis de PS, Chega, BE, IL e PAN e a abstenção dos três partidos que integram o executivo açoriano, PSD, CDS-PP e PPM.

Durante o debate conjunto das duas iniciativas, que começou no final do dia de quinta-feira, o líder parlamentar do PS/Açores apelou aos partidos para encontrarem um “chão comum” para “melhorar a vida” dos açorianos, lembrando o impacto do aumento dos combustíveis.

“O que se exige de um governo são respostas rápidas e imediatas que amenizem esse impacto negativo na vida das famílias e das empresas dos Açores. É isso que o PS propõe. É isso que o BE também propõe. Esperamos que todos se possam mobilizar nessa matéria”, afirmou Berto Messias.

A resolução do PS sugere a implementação, a partir de 01 de junho, de apoios extraordinários ao gasóleo rodoviário, gasolina, gasóleo colorido e marcado e gases de petróleo liquefeitos (para reduzir o preço do gás) e propõe a “publicação mensal de todas as componentes que integram a formação dos preços dos combustíveis” na região.

Já a iniciativa do BE recomenda a baixa do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), um apoio para a redução do gasóleo colorido e marcado, a publicação mensal das componentes que formam o preço dos combustíveis, o alargamento e reforço dos apoios à transição energética, o aumento da equipa da Direção Regional de Energia e a implementação dos passes gratuitos nos transportes públicos (para crianças, jovens, estudantes, idosos, bombeiros, antigos combatentes, desempregados e famílias com rendimentos baixos) já prevista na legislação.

“Não há tempo perder. É preciso agir, porque as medidas que têm sido aplicadas e apresentadas são curtas. Para grandes problemas são precisas medidas muito mais fortes”, defendeu o deputado do Bloco, António Lima.

Na discussão, o social-democrata Joaquim Machado considerou que o Governo Regional “reagiu a tempo e de forma eficiente” perante a subida dos combustíveis, ao contrário de Francisco Lima (Chega) que acusou o executivo regional de ter estado “preocupado a gerir crises internas” e “nada ter feito”.

Já Pedro Pinto (CDS-PP) alertou que “medidas circunstanciais não resolvem o problema de fundo da dependência dos combustíveis fósseis”, enquanto João Mendonça (PPM) avisou que “não basta apresentar soluções”, porque “é preciso garantir que as medidas são legais, exequíveis e financeiramente sustentáveis”.

O deputado da IL Pedro Ferreira também defendeu a criação de “medidas estruturais em vez de subsídios” e de “medidas avulsas”.

Na terça-feira, nesta sessão plenária, o Governo dos Açores anunciou um “pacote de medidas” para combater o aumento dos combustíveis e revelou que vai baixar o ISP para reduzir em oito e 13 cêntimos a gasolina e gasóleo.

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Greve geral

O Governo Regional dos Açores esclareceu que “não fixou quaisquer serviços mínimos” no dia da greve geral, ao contrário do que foi referido pela Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS)