Açores vão encomendar construção de dois barcos novos para transporte de passageiros

Açores vão encomendar construção de dois barcos novos para transporte de passageiros

 

Lusa / AO online   Regional   24 de Nov de 2013, 17:22

O Governo dos Açores anunciou hoje que vai encomendar a construção de dois novos barcos para transporte de passageiros e viaturas entre as ilhas do arquipélago.

 

O anúncio foi feito pelo presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, durante a cerimónia, na Horta, da bênção do navio "Mestre Simão", um barco com 40 metros de comprimento, construído nos Astilleros Armon, em Espanha, destinado ao transporte de passageiros e viaturas entre as chamadas ilhas do triângulo (Faial, Pico e São Jorge, no grupo central do arquipélago dos Açores).

"Estamos a concluir os trabalhos finais de lançamento do processo de construção de mais dois navios ferry para o transporte de pessoas e viaturas, os quais de dimensão superior à dos que vão servir o triângulo", sublinhou.

Segundo explicou, estes dois novos barcos vão dar corpo ao desejo do executivo dos Açores de criar, à escala regional, um "verdadeiro mercado interno açoriano", uma área em que, na sua opinião, está a haver uma "revolução tranquila".

O Governo dos Açores aluga atualmente dois barcos ("Express Santorini" e Hellenic Wind") ao armador grego Hellenic Seaways por 6,1 milhões de euros/ano para as ligações entre todos os grupos de ilhas do arquipélago durante os meses da primavera e do verão.

O novo navio que foi hoje benzido tem capacidade para transportar 333 passageiros e oito viaturas e está englobado num projeto de 18,5 milhões de euros que inclui ainda a construção de um segundo barco cuja entrega está prevista para o final do ano, com capacidade para 287 passageiros e 12 viaturas.

A construção dos dois barcos (que começam a operar em 2014) foi adjudicada em abril de 2012 por 18,5 milhões de euros.

Três anos antes, em 2009, o executivo açoriano recusou o "Atlântida", que encomendou aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), argumentando que não cumpria o caderno de encargos.

Vasco Cordeiro desempenhava, na altura, funções de secretário regional da Economia, com a tutela da área dos transportes.

A recusa do navio acabou por ser aceite pelos estaleiros de Viana do Castelo, que assinaram, ainda no decorrer desse ano, um acordo com o Governo dos Açores, a quem se comprometeram pagar 40 milhões de euros, não apenas por causa do "Atlântida", mas também do "Anticiclone", um segundo barco que os ENVC não chegaram a concluir.


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