Açoriano Oriental
“A Mudança”, o primeiro livro de Luís Godinho

O fotógrafo terceirense que este ano viu o seu trabalho ser novamente premiado pela Federação Europeia de Fotógrafos, publicou este mês o seu primeiro livro.


Autor: Catia Carvalho

“A Mudança” reúne uma compilação de fotografias realizadas no Senegal, na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe e textos escritos pelo próprio autor. Dividido em três capítulos, o livro retrata a forma como as viagens impulsionaram a mudança profissional do fotógrafo.

“Eu queria fotografar e fui atrás disso. Pedi à Assistência Médica Internacional (AMI) para acompanhá-los numa Aventura Solidária” conta Luís Godinho. “Quando regressei do Senegal vinha completamente diferente. Apesar de ter crescido muito enquanto pessoa e profissional com a engenharia, eu não queria continuar a fazer o que fazia. É por isso que o Senegal, o primeiro capítulo do livro, assinala o início. Depois fui à Guiné-Bissau inserido novamente numa Aventura Solidária da AMI. O regresso coincidiu com a atribuição do prémio Sony World Photography Awards Portugal e isso foi a confirmação que precisava. Despedi-me passado uns meses e no dia a seguir a ter-me despedido viajei para São Tomé e Príncipe”.

Sobre o livro acrescenta:“as fotografias no início são todas a preto e branco e a meio do segundo capítulo, o da Guiné-Bissau, passam a ser coloridas, o que simboliza um pouco o caminho que fiz”.

As viagens são para o ex-engenheiro “a melhor forma de se aprender algo sobre a vida”.

Depois de se ter despedido do seu antigo trabalho, Luís Godinho fundou a DAR – Dreams Are Real, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo contribuir para o acesso à formação e educação de crianças e jovens em África. O fotógrafo terceirense, premiado o ano passado com a Câmara de Prata da Federação Europeia de Fotógrafos e este ano com a de Bronze, sublinha que “o fotojornalismo tem o poder especial de mostrar o que é a realidade e de inspirar as pessoas a serem melhores”.

Luís refere ainda “eu viajo muito à procura de histórias sempre relacionadas com os direitos humanos. O mundo é injusto e as pessoas tem de pensar sobre isso”.

Com várias viagens suspensas e impedido de continuar a viajar e a documentar a realidade de outros países devido às restrições impostas pela pandemia, Luís Godinho espera que “A Mudança” traga a outros o que as viagens e a fotografia lhe trouxeram a ele, “algumas pessoas podem sentir-se identificadas com a minha história; quero que se sintam ligadas àquilo que escrevi e às fotografias e penso que o livro pode inspirar algumas delas a seguirem os seus sonhos sem medos” concluiu.



 
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