40 mil bancários integram sistema de segurança social


 

Lusa/AO On line   Nacional   8 de Out de 2010, 06:36

O Governo, a Associação Portuguesa de Bancos (APB) e os três sindicatos do setor acertam hoje a integração de 40 mil bancários no regime geral da Segurança Social, num acordo que, dizem os sindicatos, beneficia no imediato todos os envolvidos.

“Ganham as três partes: os bancários mais segurança, porque não ficam totalmente dependentes dos fundos de pensões e não perdem nada no cálculo das mesmas porque prevalece sempre a melhor de duas; os bancos porque a pressão sobre os fundos de pensões é aliviada; e o Governo porque vai ter receitas adicionais em 2011, embora daqui a 15/20 anos tenha que começar a pagar pensões de reforma”, afirmou à agência Lusa Delmiro Carreira, do Sindicato dos Bancários dos Sul e Ilhas.

Convicto de que “todos têm interesse em chegar a um acordo”, o responsável sindical acredita que desta primeira reunião tripartida sairá já um consenso.

“Vou otimista, julgo que as coisas estão bem encaminhadas e não me parece que haja matérias inultrapassáveis”, disse à Lusa.

Conforme explicou, à mesa estarão representantes do ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, da APB e dos sindicatos dos bancários do Centro, do Norte e do Sul e Ilhas.

“O objetivo é discutir os termos de um eventual acordo que regule a integração no regime geral da Segurança Social dos bancários no ativo admitidos antes de março de 2009, que atualmente estão fora desse regime”, referiu.

Segundo esclareceu, são “cerca de 40 mil os trabalhadores nessa situação”, sendo que de fora ficam os bancários reformados, que continuarão a ter as suas pensões pagas pelo fundo de pensões da banca.

A vigorar já a partir de janeiro de 2011, o acordo prevê a integração dos bancários no regime geral da Segurança Social nas eventualidades de velhice e de parentalidade, continuando as eventualidades de pagamento de subsídios de doença, de invalidez e de pensões de sobrevivência a cargo da banca e dos respetivos fundos de pensões.

De acordo com Delmiro Carreira, os trabalhadores bancários não verão alterada a sua taxa contributiva, que continuará a ser de três por cento.

Já os bancos, que descontavam 11 por cento para a Caixa de Abono de Família dos Empregados Bancários, passam a descontar 23,61 por cento, “mas veem aliviada a pressão sobre os fundos de pensões no futuro”.


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