1.700 mineiros já regressaram à superfície após 20 horas a 2.200 metros de profundidade


 

Lusa/ AO   Internacional   4 de Out de 2007, 09:48

Pelo menos 1.700 dos 3.200 mineiros sul-africanos que ficaram encurralados quarta-feira numa mina de ouro a 2.200 metros de profundidade regressaram hoje à superfície, disseram responsáveis da empresa Harmony Gold.
Um elevador secundário começou a operar hoje de madrugada e o demorado progresso de transporte dos mineiros para a superfície está a decorrer sem incidentes, acrescentaram.

    O presidente da empresa, Patrice Motsepe, passou a noite na mina de Elandsrand, onde um pesado tubo desabou sobre o elevador principal na quarta-feira, cortando a energia eléctrica ao motor e causando outros estragos, disse a porta-voz da empresa, Amélia Soares.

    Na sequência da queda daquela estrutura, o elevador auxiliar, que é normalmente utilizado para transportar para a superfície minério escavado a grande profundidade, ficou também sem energia e os 3.200 mineiros que se encontravam no subsolo em operações de mineração e manutenção foram forçados a ali permanecer desde o início do turno, às 08:00 locais de quarta-feira, até começarem a ser resgatados ao longo da madrugada e manhã de hoje.

    Soares garantiu que apesar do desconforto os mineiros tiveram sempre acesso a água potável e a ventilação era adequada.

    A porta-voz acrescentou que a razão pela qual tantos mineiros estavam naquele sector na altura do acidente deveu-se à aquisição recente pela empresa uma outra mina, ligada a Elandsrand por um túnel horizontal, onde estavam a ser conduzidas perfurações e outras operações que conduzirão ao início das escavações de um novo filão dentro de dois anos.

    Muitos dos mineiros que têm chegado à superfície ao longo da manhã declararam-se cansados e com fome, apesar de se encontrarem de boa saúde.

    O único elevador em funcionamento tem capacidade para transportar 300 mineiros de 30 em 30 minutos, o que torna o processo particularmente moroso, acrescentou.

    O sindicato dos mineiros NUM mantém os seus delegados no local desde quarta-feira, sendo aguardada no local a meio da manhã a ministra da Energia e Minas.
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