Algumas cidades não foram desenhadas a pensar na evolução, mas na necessidade do momento passado: ruas estreitas com passeios que mal merecem o nome.
O corpo aprende depressa a encolher, desviar, esperar. Caminhar deixa de ser um gesto simples e passa a ser uma estratégia de sobrevivência. Avança-se com cuidado, recua-se a medo, encosta-se sem protesto - como quem sabe que o espaço não lhe pertence...
Urbanismo à tangente
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