Universidade Sénior sonha com espaço próprio

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Rui Jorge Cabral   Regional   27 de Out de 2012, 09:00

Ter um espaço próprio e um funcionário a tempo inteiro são os dois grandes desejos da Universidade Sénior de Ponta Delgada (USPD).

Isto porque, em apenas cinco anos de existência, esta associação sem fins lucrativos já aumentou em 10 vezes o seu número de alunos e “a adesão é cada vez maior”, garante em entrevista ao Açoriano Oriental a presidente da direção da USPD, Manuela Melo.


A Universidade Sénior de Ponta Delgada começou em 2007, com apenas uma turma de informática com 12 alunos. Hoje, já tem cerca de 120 alunos distribuídos por 17 cursos, em horário laboral. Para além da disciplina ‘fundadora’ de informática, a Universidade Sénior de Ponta Delgada disponibiliza também cursos de inglês, francês, português, história dos Açores e vulcanologia, para além de uma série de cursos ligados ao artesanato.


O público-alvo da USPD são as pessoas com mais de 50 anos que se encontrem reformadas. O acesso a esta universidade não tem exames nem pré-requisitos, pelo que ali se cruzam pessoas com vários níveis de instrução: umas com muito pouca escolaridade e outras até com o ensino superior.


A USPD financia-se com as receitas das quotas (12,5 euros/mês) pagas pelos seus associados e de apoios públicos conta apenas com a cedência das instalações pela Junta de Freguesia de São Pedro.

 

A USPD começou no Centro Cívico de Santa Clara, mas passou há três anos atrás para o Salão Multiusos de São Pedro, nas Laranjeiras.

 

A maior vantagem de organizações como a USPD é “o combate à solidão, porque muitas pessoas estavam sozinhas em casa, agarradas à televisão e agora, para além de aprenderem alguma coisa, há também o convívio com os colegas e a partilha de experiências”, refere Manuela Melo, revelando que os formadores da USPD dizem muitas vezes que “aprendem mais do que ensinam”.


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