UE quer acordo de livre comércio com a Índia

UE quer acordo de livre comércio com a Índia

 

Lusa / AO online   Economia   26 de Nov de 2007, 10:46

A Índia e a União europeia trocam semanalmente mais de mil milhões de euros em bens e serviços, um volume que deve aumentar graças à conclusão "rápida" de um acordo bilateral de livre comércio, indicaram os embaixadores europeus em Nova Deli.
Com "47 mil milhões de euros em bens e dez mil milhões de euros em serviços" trocados anualmente entre a Índia e a UE, "os fluxos comerciais elevam-se a mais de mil milhões de euros semanais", declarou Daniele Smadja, chefe da delegação da Comissão europeia, durante uma conferência de imprensa.

Mas as trocas bilaterais indo-europeias "ainda não atingiram o seu potencial", sublinhou a diplomata francesa.

Estas são as razões pelas quais a UE quer "concluir rapidamente um acordo de livre comércio com a Índia", defendeu.

A embaixadora Smadja falava antes da oitava cimeira Índia-UE que se realiza em Nova Deli na sexta-feira na presença do Pimeiro-Ministro Manmohan Singh, do presidente da Comissão europeia José Manuel Durão Barroso, do chefe da diplomacia europeia Javier Solana e do Primeiro-Ministro português, José Sócrates, que assegura até 01 de Janeiro a presidência rotativa da UE.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE deram, em Abril, luz verde à Comissão europeia para iniciar negociações com vista à assinatura de acordos de livre comércio com a Índia, Coreia do Sul e com a Associação das Nações do Sudoeste da Ásia (Asean).

"Estamos a negociar esses acordo e as conversações decorrem muito bem", assegurou o embaixador de Portugal na Índia, Luís Filipe de Castro Mendes, acrescentando "esperar que a cimeira UE-Índia dê um impulso a essas negociações".

Os dois diplomatas não quiseram dizer quando será assinado este acordo comercial, limitando-se a sublinhar que o "querem concluir tão depressa os indianos estejam preparados para isso", garantiu a embaixadora francesa.

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