“Cuba está a chamar-nos. Eles precisam de ajuda. Cuba é uma nação falida. Cuba precisa de ajuda, e nós vamos dar”, declarou Donald Trump aos jornalistas durante uma visita ao estaleiro de construção do novo salão de baile da Casa Branca.
O Presidente norte-americano elogiou a comunidade cubano-americana, sobretudo em Miami (sudeste), onde afirmou ter obtido forte apoio eleitoral, e acusou o Governo cubano de tratar a população “extremamente mal”.
Trump referiu-se ao Governo de Havana como um regime controlado inicialmente pelos irmãos Fidel Castro e Raúl Castro, e atualmente pelo Presidente, Miguel Díaz-Canel.
“Isto não será difícil para nós resolvermos”, afirmou o líder norte-americano, acrescentando que vai conseguir a mudança de regime.
“Tem sido um regime difícil este ano. Mataram muita gente, mas é um país que precisa mesmo de ajuda. Não têm nada. Não conseguem acender as luzes, não têm o que comer”, acrescentou Trump.
Cuba atravessa uma das mais graves crises económicas e humanitárias das últimas décadas, agravada pela escassez de combustível, cortes frequentes de eletricidade e dificuldades no abastecimento alimentar.
A situação deteriorou-se depois de Washington ter agravado as sanções contra Havana e aumentado a pressão sobre países que exportam crude para a ilha, incluindo a Venezuela.
Na semana passada, Trump afirmou acreditar que vai conseguir aproximar Cuba dos Estados Unidos e afastar Havana da influência da China.
Entretanto, vários meios de comunicação norte-americanos avançaram que o Departamento de Justiça dos EUA está a considerar apresentar acusações contra Raúl Castro relacionadas com a queda, em 1996, de aviões da organização anticastrista Irmãos ao Resgate.
De acordo com essas informações, um eventual anúncio poderá ocorrer em Miami em 20 de maio, data assinalada por setores do exílio cubano como o Dia da Independência de Cuba.
