Automóvel

Tribunal sueco recusa pedido de insolvência da Saab


 

Lusa/AO online   Economia   8 de Set de 2011, 18:06

A justiça sueca rejeitou hoje o pedido de insolvência da construtora automóvel Saab, que permitiria à empresa proteger-se dos credores e levando assim a marca para mais perto da falência.
A Saab fica assim à mercê dos credores, incluindo dos 3.700 funcionários, que já não recebem desde Agosto, uma vez que o tribunal rejeitou o pedido de insolvência levantando dúvidas quanto à capacidade da empresa de pagar as dívidas e de ir buscar financiamento necessário para se reestruturar.

“O tribunal de Vaenersborg decidiu hoje rejeitar o pedido da Saab (…) para um processo voluntário de reestruturação”, disse o tribunal, em comunicado.

“O tribunal concluiu que não há razões suficientes para acreditar que a reestruturação da empresa seja bem-sucedida. O pedido foi por isso rejeitado”, acrescentou o tribunal.

A Saab já anunciou que vai recorrer da decisão do tribunal, referindo que, se a primeira reestruturação teve êxito não há razões para acreditar que a segunda não tenha.

“Pedimos a todos os credores que se acalmem até que acabe o processo de apelo”, disse hoje Victor Müller, presidente da Saab e da Swedish Automobile, a empresa holandesa que, no início de 2010, ano, comprou o construtor sueco à multinacional norte-americana General Motors.

"Ainda não estamos mortos. Não estávamos mortos ontem e definitivamente também não estamos mortos hoje”, acrescentou Müller.

A Saab parou a produção em Junho, uma vez que, sem dinheiro e com as vendas estagnadas, não consegue pagar aos fornecedores, que cancelaram todas as entregas desde Abril.

A Swedish Automobile continua à espera dos 245 milhões de euros de financiamento dos parceiros chineses Pang Da e Youngman.

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