Açoriano Oriental
Trabalhadores das Lajes elegem nova comissão representativa

Os trabalhadores portugueses da base das Lajes, na ilha Terceira, elegeram esta semana uma nova comissão representativa, que tem entre as suas prioridades a conclusão do processo de reestruturação, face à redução militar norte-americana.

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Foto: Eduardo Resendes
Autor: Lusa/AO online

“Foram estabelecidos como principais objetivos a conclusão do processo relativo aos 417 postos de trabalho, impedir as transferências de serviços e emprego, e a necessidade de ser criado um fundo de garantia social para pagamento de salários até atingir as condições de pensão extraordinária em caso de nova redução laboral”, salientou a nova comissão, num comunicado de imprensa divulgado hoje.

Os eleitos definem também como prioridades “concluir o processo reivindicativo para a criação de um programa de segurança e saúde no trabalho e correção das tabelas salariais”, bem como promover o diálogo entre os trabalhadores e a comissão, para ir de encontro às preocupações e expetativas da força laboral.

A Comissão Representativa dos Trabalhadores (CRT) das Feusaçores (forças norte-americanas destacadas nas Lajes) esteve inativa durante oito anos, mas foi reativada, em 2012, na sequência do anúncio da administração norte-americana de reduzir o efetivo militar na base das Lajes, na ilha Terceira, nos Açores.

Entre setembro de 2015 e setembro de 2016, a força laboral portuguesa na base foi reduzida praticamente a metade, passando de cerca de 800 funcionários para pouco mais de 400.

Cerca de 450 trabalhadores assinaram rescisões por mútuo acordo, com direito a indemnização e reforma antecipada, mas a administração norte-americana comprometeu-se a manter 417 vagas, contratando novos trabalhadores.

Atualmente, trabalham na base das Lajes 407 portugueses, estando o efetivo militar reduzido ao número anunciado em 2012 (entre 160 e 170).

As eleições para a CRT foram disputadas por duas listas, tendo vencido a lista B, liderada por Diana Sousa, com 87% dos votos. O mandato terá uma duração de dois anos.

A anterior comissão, liderada por Luís Moniz, tinha sido eleita há cerca um ano, mas a saída de alguns membros, por motivos pessoais e de saúde, obrigou à realização de eleições antecipadas.

A votação, que decorreu na quarta e na quinta-feira, contou com uma afluência às urnas de 79% dos trabalhadores.

A nova comissão, que deverá tomar posse dentro de 10 dias, é composta ainda por Orlando Fontes, Almerindo Ázera, Sandra Areias, Ana Areias, Nuno Nunes, Mário Lourenço e Sandra Meneses.

“A CRT apresenta-se com a noção da elevada responsabilidade que é a de representar a maior contrapartida açoriana desta relação bilateral que são os postos de trabalho e o seu enorme contributo para a economia local e regional”, salientaram, em comunicado de imprensa.


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