Trabalhadores da Cofaco em greve a partir de sexta-feira


 

Lusa / AO online   Regional   11 de Out de 2007, 15:47

 Trabalhadores das fábricas açorianas de transformação de conservas de peixe da Cofaco iniciam sexta-feira uma greve de quatro dias, face à posição "intransigente" da empresa na negociação da revisão dos acordos de empresa.
    A Cofaco emprega nos Açores cerca de 600 trabalhadores, a maioria mulheres, distribuídos pelas três fábricas de São Miguel, Pico e Faial.

    Vítor Silva, dirigente de um dos sindicatos que convocou a paralisação, adiantou à agência Lusa que a decisão surgiu na sequência de plenários realizados nas três fábricas e tendo em conta a posição "intransigente da administração da Cofaco nas negociações dos dois acordos de empresa".

    O dirigente sindical avançou que 90 por cento dos trabalhadores da Cofaco são mulheres, "sem possibilidade de progredirem na sua carreira profissional há muitos anos".

    Segundo Vítor Silva, 89 por cento destas trabalhadoras encontram-se na categoria de “manipulador”, impedidas de progredir na carreira profissional, existindo ainda diferenças entre o subsídio de alimentação que é pago aos funcionários do escritório e os da fábrica.

    "Acresce que 86 por cento destes trabalhadores ganham o salário mínimo regional", apontou o dirigente sindical, assegurando que os funcionários, através dos sindicatos, têm apresentado "propostas concretas e manifestado disponibilidade para encontrar as melhores soluções para os problemas laborais" junto da administração.

    Com esta greve, convocada também pelo Sindicato dos Trabalhadores Agro-alimentares e Hotelaria da Região (Sintaba), os funcionários pretendem também "acabar com a discriminação salarial" entre homens e mulheres, melhores condições de trabalho e direito à formação profissional, disse.

    "Não existe formação profissional, apesar da legislação consagrar horas para o efeito", denunciou o dirigente sindical, avançando que, paralelamente à paralisação, estão marcadas concentrações de trabalhadores junto às fábricas de São Miguel, Pico e Faial.

    A agência Lusa tentou contactar a administração da Cofaco, em Lisboa, para uma reacção à greve que se prolonga até dia 15, o que não foi possível até ao momento.
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