Caso Madeleine

Todas as linhas de investigação estão em aberto

Todas as linhas de investigação estão em aberto

 

Lusa / AO online   Nacional   10 de Out de 2007, 19:17

O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, assegurou hoje que todas as linhas de investigação no processo Madeleine McCann continuam em aberto e disse que ainda não está na posse de todos os dados laboratoriais sobre o caso.
    Falando aos jornalistas na Directoria de Faro, após uma reunião com o director distrital, Guilhermino Encarnação, e o novo responsável do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão, Paulo Rebelo, o director nacional da PJ manifestou-se esperançado em que os resultados laboratoriais cheguem em breve.

    "Ainda não estamos na posse de todos os resultados. Esperamos tê-los proximamente, mas são factores que não controlamos na Polícia Judiciária", afirmou, em referência aos exames que estão a ser feitos num laboratório de Birmingham, Reino Unido.

    Respondendo a uma pergunta sobre a alegada possibilidade de culpa dos pais, afirmou que "todas as linhas de investigação continuam e continuarão em aberto até à conclusão da investigação".

    "Qualquer conclusão que se tire seria especulação e nós na Polícia Judiciária não queremos alimentar a especulação", disse.

    Reconhecendo que a investigação "não é fácil", Alípio Ribeiro reafirmou que a Polícia que dirige está empenhada "em fazê-la com serenidade".

    Adiantou ainda que o novo coordenador do Departamento de Investigação de Portimão da PJ, Paulo Rebelo, reportará à Directoria de Faro e não directamente à Direcção Nacional.

    Na curta declaração inicial aos jornalistas, a que se seguiu a resposta a três questões, o director nacional da PJ disse esperar do novo coordenador do caso Maddie "o mesmo rigor, empenho e determinação" seguidos até ao momento.

    Paulo Rebelo, que não quis prestar hoje declarações aos jornalistas, é o substituto de Gonçalo Amaral, afastado da coordenação do Departamento de Investigação Criminal de Portimão, que investiga o caso Maddie.

    Paulo Rebelo, com carreira no combate à droga na Directoria de Lisboa, ocupava as funções de director nacional adjunto.

    O novo responsável pelo DIC de Portimão da PJ fez carreira na Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE) e esteve à frente da Directoria de Lisboa durante a investigação de pedofilia que resultou no processo Casa Pia.

    Paulo Rebelo esteve também na condução do inquérito à fuga de informação relativa ao caso Freeport, de Alcochete.

    Gonçalo Amaral foi afastado no dia 02 de Outubro das funções de coordenador do DIC da PJ de Portimão depois de declarações feitas ao Diário de Notícias em que acusava a Polícia inglesa de favorecer o casal McCann nas investigações sobre o desaparecimento da sua filha Madeleine.

    Madeleine McCann desapareceu de um apartamento da Praia da Luz, no Algarve, onde passava férias com os pais e os irmãos a 03 de Maio.

    Depois de a PJ ter investigado a tese de rapto, os pais da menina, Kate e Gerry McCann, foram constituídos arguidos a 07 de Setembro, tendo abandonado o país dois dias depois.

    Kate e Gerry McCann são, segundo os seus porta-vozes, suspeitos de homicídio involuntário e de ocultação de cadáver.

    No entanto, os McCann não deixam de clamar a sua inocência e apelam à continuação das buscas para tentar encontrar a sua filha, hoje com quatro anos.
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