Açoriano Oriental
“Temos muito mais açorianos empregados do que alguma vez tivemos”

Numa Grande Entrevista ao Açoriano Oriental e à Rádio Açores/TSF, o Presidente do Governo dos Açores Vasco Cordeiro aponta a evolução que a Região registou nos últimos oito anos em áreas como o emprego, a saúde e a educação. E diz que, mais do que o tempo de governo, contam os resultados

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Foto: Eduardo Resendes/AO
Autor: Paulo Simões/Rui Jorge Cabral

[Excerto da entrevista publicada hoje no jornal Açoriano Oriental]

Que diferenças vê nos Açores de 2020, por comparação com os Açores de 2012, quando assumiu a governação?

Em 2012, nos cartazes da minha candidatura que se encontravam espalhados pela Região, havia a referência a três áreas: saúde, emprego e educação.
E sinto-me um Presidente do Governo convicto de todo o trabalho que foi feito, mas inconformado com o que ainda falta fazer.
Na área do emprego, por exemplo, nós chegámos a ter uma taxa de desemprego em 2014 de 18% e fechámos o ano de 2019 com uma taxa de desemprego de 7,9%. É verdade que esta taxa de desemprego não é das mais baixas do país, mas talvez seja bom olhar com um pouco mais de minúcia o que está aqui em causa.
Nós em 2019 batemos o recorde da população empregada na nossa Região, com mais de 113 mil açorianos empregados. Nunca, desde que há registo, houve tanta gente com emprego nos Açores como agora.
A população ativa bateu também em 2019 um recorde, com mais de 123 mil açorianos, enquanto a taxa de desemprego jovem entre 2012 e 2019 teve uma redução de 26%. E se tomarmos como referência o ano, 2014, em que esta taxa foi maior, com 41,5% de desemprego jovem, estamos a falar de uma redução de 37% para 2019.
Tudo isto dá conta de um trabalho estruturado e consistente que tem sido feito de criação de emprego.
No entanto, não está tudo feito e temos de criar sempre novas oportunidades de emprego, como o que estamos a fazer com o Terceira Tech Island, mas também o que estamos a fazer na formação profissional, em especial a dirigida aos jovens ou ainda na componente do empreendedorismo, que é outra das nossas vertentes de atuação.


Como sabe, a oposição não faz essa leitura, afirmando que os números do desemprego são superiores e estarão ‘mascarados’ pelos diversos programas ocupacionais do governo...
...Mas aqui é preciso saber do que estamos a falar. Nós em 2019, no âmbito dos vários programas ocupacionais, tínhamos 3742 açorianos... Quando chegámos a ter 7106 açorianos em dezembro de 2016. Portanto, temos aqui menos cerca de 3300 açorianos nos programas ocupacionais e temos, em relação a essa data, menos cerca de dois mil desempregados inscritos.
A conclusão parece-me óbvia... A nossa economia, mas também o resultado das políticas que temos implementado permitiu, não apenas absorver esta redução de açorianos nos programas ocupacionais, como também a criação de mais empregos.
Eu percebo o argumento, mas ele é frágil e cai pela base quando se olha para os números e quando se tem uma atenção mais cuidada em relação ao que eles significam: nós temos menos açorianos em programas ocupacionais do que já tivemos e temos muito mais açorianos empregados do que alguma vez tivemos.

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