Telemóveis são fundamentais em situações de emergência

Telemóveis são fundamentais em situações de emergência

 

Lusa/AO online   Internacional   17 de Out de 2013, 16:27

O acesso a telemóveis e a sistemas de alerta podem salvar "milhares de vidas" em situações de emergência, diz o relatório da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho que sublinha as desigualdades nos acessos à tecnologia sobretudo em África.

 

“A falta de acesso à informação e à tecnologia está a ter um grande impacto na capacidade das pessoas se prepararem para sobreviverem e recuperarem de desastres”, refere o Relatório Mundial sobre Desastres de 2013, divulgado hoje pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV).

O documento indica que durante as primeiras horas numa situação de emergência, a maioria das vítimas “são realmente salvas” pela população local, referindo que, se na Europa há mais assinantes de telemóveis que pessoas, em África “apenas 56 por cento” têm acesso aos aparelhos que podem ser cruciais em casos de catástrofe.

“Esperamos que os governos e as pessoas afetadas em países propensos a catástrofes possam tirar proveito de inovações como software de previsão meteorológica, imagens de satélite e sistemas de alerta em massa, aumentando a sua resiliência a desastres e a sua capacidade de recuperar rapidamente quando estes acontecem”, diz Bekele Geleta, secretário-geral da FICV em comunicado.

O mesmo responsável afirmou que durante a passagem do tufão Bopha, que afetou 6,3 milhões de pessoas nas Filipinas, milhares de vidas foram salvas porque 99% da população tem acesso a telemóveis e recebeu alertas precoces e informações sobre segurança.

Por isso, as duas organizações que prestam serviços humanitários em situações de emergência apelam ao setor privado, organizações humanitárias, governos e comunidades locais a fazerem parcerias conjuntas para que sejam superadas as desigualdades no acesso à tecnologia junto das populações e dos socorristas.

O relatório, que refere também a síntese anual de informação sobre desastres, dá conta de que em 2012 assistiu-se ao menor número de mortes e de pessoas afetadas por desastres dos últimos 10 anos.

“As mortes por catástrofes em 2012 foram 90% abaixo da média para a década. O número de eventos de desastres está também entre os mais baixos da década. Contudo, 2012 foi ainda registado como o quinto mais caro dos últimos 10 anos em termos de custos de desastres”, informa o documento.

No total, verificaram-se 552 eventos de desastres custando abaixo de 158 mil milhões de dólares. O desastre mais caro foi o furacão Sandy, que custou 50 mil milhões de dólares americanos, e o mais mortífero foi o tufão Bopha nas Filipinas, que matou 1.901 pessoas.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.