Mais drama no Afeganistão

Suicida mata vinte pessoas


 

Lusa/AOonline   Internacional   28 de Dez de 2008, 15:40

Um atentado suicida na zona este do Afeganistão matou hoje vinte pessoas, das quais catorze crianças, e dois soldados canadianos foram mortos hoje e sábado, anunciaram as autoridades afegãs, canadianas e a força militar da NATO no país.
O atentado suicida ocorreu na província oriental de Khost, quando um bombista suicida, ao volante de uma viatura, fez-se explodir diante da sede das autoridades do distrito de Ismail Khail, ao lado de um colégio onde muitas crianças tinham ido ver os resultados dos seus exames.

    "A explosão matou 16 afegãos e feriu outras 58 pessoas. Entre os mortos estão 14 crianças e um soldado", revelou a força militar da NATO no Afeganistão, em comunicado.

    Antes, um comunicado das autoridades locais, dava conta de sete mortos, entre quatro crianças, e mais de trinta feridos.

    O bombista suicida "queria fazer explodir a viatura contra o quartel-general" onde estava a ter lugar um encontro entre o governador do distrito, Dawlat Khan Qayomi, e importantes chefes tribais para discutir questões de segurança por causa das eleições presidenciais previstas para 2009, de acordo com a policia local.

    Quando percebe que um policia o tinha detectado, o bombista faz-se explodir perto da entrada principal do destacamento, acrescenta a mesma fonte.

    No entender do governador Dawlat Khan Qayomi, a culpa do ataque é dos rebeldes talibãs, bastante activos nessa província fronteiriça com o Paquistão, mas até ao início da tarde de hoje o ataque ainda não tinha sido reivindicado.

    Na província sul de Kandahar, outro reduto dos rebeldes, dois soldados canadianos das forças da NATO, um policia e um interprete afegão foram mortos no sábado por uma bomba na altura em que faziam uma patrulha a pé, anunciou um porta-voz dos militares canadianos.

    Outros quatro soldados canadianos e um outro intérprete afegão ficaram feridos nesse mesmo atentado, acrescentou a mesma fonte.

    Kandahar é um dos bastiões dos rebeldes talibãs, afastados do poder pela coligação militar comandada pelas tropas americanas, no final de 2001, e que têm levado a cabo um insurreição mortal contra as forças afegãs e os seus aliados internacionais da coligação e contra a NATO.

    O ataque tem lugar depois do ministro canadiano da Defesa Nacional, Peter Mackay, e do seu chefe de Estado-maior do Exército, o general Walter Natynczyk, terem chegado sábado para uma visita de três dias a Kandahar.

    Os soldados das forças militares da NATO estão encarregues de ajudar as autoridades locais e de combater as forças rebeldes.

    Mais de 290 soldados estrangeiros recrutados para as operações da coligação militar sob comando norte-americano ou da NATO no Afeganistão já morreram este ano, contra 230 em 2007, de acordo com dados da agência de notícias France Press tirados do site icasualties.org.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.