Sócrates quer programa europeu para emprego inspirado no "Novas Oportunidades"


 

Lusa / AO online   Nacional   8 de Out de 2007, 12:04

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje que Portugal irá propor a concretização na União Europeia de um programa para a qualificação e emprego inspirado no "Novas Oportunidades" no âmbito do novo ciclo da Estratégia de Lisboa.
    "Novas qualificações para novos empregos" é o nome do programa que José Sócrates disse esperar que seja aprovado na Primavera de 2008, durante a presidência eslovena da União Europeia.

    "Porque acreditamos na força das qualificações para o emprego, queremos que a nossa proposta venha a ter concretização" quando se decidir sobre o novo ciclo da Estratégia de Lisboa, declarou Sócrates na sessão de abertura da "Conferência: Emprego na Europa: Perspectivas e prioridades", no Parque das Nações, em Lisboa.

    O discurso do primeiro-ministro e presidente em exercício da União Europeia foi proferido depois de intervenções do comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, Vladimir Spidla, do ministro do Trabalho do Luxemburgo, François Biltgen, e do vice-primeiro-ministro da Alemanha, Franz Munterfering.

    De acordo com o chefe do Governo português, o programa "Novas qualificações para novos empregos" inspira-se na prática sueca e no programa "Novas Oportunidades" que se encontra em curso em Portugal.

    José Sócrates disse que o novo programa prevê que uma rede europeia proceda a uma identificação de empregos e de qualificações necessárias.

    O programa deverá validar as competências adquiridas por cada cidadão ao longo da sua vida profissional e, por outro lado, identificar as qualificações em falta.

    "Queremos que esta iniciativa tire partido dos programas já em curso na União Europeia e que possa potenciar a Estratégia de Lisboa", observou ainda o primeiro-ministro.

    Em termos políticos, José Sócrates defendeu que deverá ser acelerado o cumprimento da Estratégia de Lisboa, tendo "objectivos concretos para reforçar a competitividade das economias dos Estados-membros, mas também para aumentar a coesão social".

    "Este entendimento do emprego como factor central de crescimento económico e coesão social não pode ser perdido", sustentou o primeiro-ministro.
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