Assembleia Legislativa

Socialistas viabilizam inquérito aos navios

Socialistas viabilizam inquérito aos navios

 

Lusa / AO online   Regional   30 de Out de 2009, 11:08

A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou na noite de quinta-feira, por unanimidade, a proposta de criação de uma comissão parlamentar de inquérito à construção dos navios ‘Atlântida’ e ‘Anticiclone’.
Apesar da maioria socialista ter viabilizado a criação desta comissão, alguns partidos da oposição manifestaram reservas em relação ao sucesso da iniciativa, que se destina a apurar responsabilidades sobre as falhas de construção dos navios encomendados aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

Jorge Macedo, da bancada do PSD, disse esperar que o PS “não funcione na comissão como uma força de bloqueio” ao esclarecimento dos açorianos sobre a “trapalhada que tem sido” este processo.

No seu entender, é necessário apurar as responsabilidades de um negócio que envolve 60 milhões de euros, dos quais 32 milhões já tinham sido entregues pelo executivo ao construtor, quando a Região anunciou que não aceitaria os navios.

Também Zuraida Soares, do Bloco de Esquerda, e Paulo Estêvão, do PPM, disseram esperar que os deputados possam “fazer o seu trabalho” e dispor de “todas as condições para trabalhar”, levantando dúvidas à forma de funcionamento da comissão parlamentar.

As suspeitas da oposição suscitaram as críticas do líder da bancada maioritária do PS, Helder Silva, para quem não faz sentido que os deputados demonstrem que “não acreditam na comissão de inquérito”, numa altura em que ela ainda não começou a funcionar.

Para o parlamentar socialista, esta postura da oposição revela que nem todos os deputados estão de “boa fé” nesta matéria, e que alguns deles “esfregam as mãos de satisfação”, pelo facto da operação de transporte marítimo não ter corrido como o previsto.

Na ausência do Parlamento do secretário regional da Economia (titular da pasta dos transportes marítimos nos Açores), André Bradford, secretário regional da Presidência reiterou a disponibilidade do Governo de esclarecer os deputados sobre esta matéria, mas acabou o debate na expectativa de que a comissão de inquérito não se transforme numa “comissão inquisitorial”.

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