“Só quando saí do FC Porto me senti guarda-redes”, diz Pawel Kieszek

Com 137 jogos na I Liga portuguesa de futebol, Pawel Kieszek, atual guarda-redes do Rio Ave, defende que a sua carreira só ‘disparou’ quando, em 2011, deixou o FC Porto.



O guardião polaco chegou ao futebol português em 2007, para representar o Sporting de Braga, e apesar de nunca se ter conseguido afirmar no Minho, foi contratado, em 2010, para o FC Porto, no qual não teve a confiança do treinador André Villas-Boas.

“Quando cheguei ao Sporting de Braga era terceiro guarda-redes, não tinha experiência, e nesta posição é importante jogar, o que não aconteceu nesses anos. Só a partir do momento em que saí do FC Porto me senti guarda-redes, pois desde então joguei sempre”, disse à agência Lusa o guardião, agora com 35 anos.

Seguiram-se passagens pelo Roda, da Holanda, emprestado pelos ‘dragões’, duas épocas no Vitória de Setúbal e outras duas no Estoril-Praia, em que foi sempre titular, antes de uma experiência de três anos em Espanha, ao serviço do Córdoba e do Málaga.

“É um campeonato mais competitivo e mais técnico. Nos dois primeiros anos estive muito bem, fiz vários jogos e deu-me uma importante experiência. Sinto que sou, agora, um guarda-redes mais tranquilo, com capacidade para ajudar os jogadores mais novos”, afirmou Kieszek.

Questionado sobre uma possível chamada à seleção polaca, o guarda-redes do Rio Ave mostrou-se conformado e consciente de que essa convocatória é hipótese praticamente impossível.

“Fisicamente estou bem, até sinto que nos últimos dois melhorei a minha condição, mas já não penso muito na seleção. Sei que é complicado. Quando estive em Espanha, ainda tive esperança, porque a equipa precisava de um terceiro guarda-redes, mas agora, aos 35 anos, sinto que oportunidade passou, até porque o selecionador tem apostado em jogadores mais novos”, desabafou Kieszek.

Deste modo, o guarda-redes pensa apenas “em desfrutar o momento e ajudar o Rio Ave a atingir os seus objetivos”, embora ainda não projete o final da carreira.

“Gosto de Portugal, do tempo, da comida e das pessoas e já falei com a minha mulher sobre ficar por cá quando acabar, mas sinto-me bem e ainda não penso final da carreira”, vincou o guarda-redes do emblema vila-condense.



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