Sindicatos lamentam manutenção de subida salarial 2,1%


 

Lusa / AO online   Economia   7 de Nov de 2007, 11:10

Os sindicatos da Função Pública lamentaram que o Governo mantenha a proposta de actualização salarial nos 2,1 por cento, mas, para já, apenas a Frente Comum decidiu partir para a greve ainda este mês.
A Frente Comum, afecta à CGTP, anunciou a realização de uma greve na segunda quinzena de Novembro, não tendo avançado com o dia exacto, para tentar obter o apoio das outras estruturas sindicais afectas à UGT.
À saída da reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, o secretário coordenador da Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), Nobre dos Santos, manifestou-se furioso com a posição assumida pelo governo.
"Estamos furiosos com a posição que o governo está a assumir com os trabalhadores da Função Pública. Não somos patetas", afirmou Nobre dos Santos.
Questionado sobre uma possível adesão à greve convocada pela Frente Comum, Nobre dos Santos disse que a estrutura sindical vai analisar o resultado da reunião de hoje e "decidir em conformidade".
O presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Bettencourt Picanço, que só é recebido durante a tarde, defendeu que o governo tem margem para negociar além dos 2,1 por cento pelo que lamenta que ainda não tenha dado um sinal que está disponível para negociar.
Bettencourt Picanço lembrou que o STE já apresentou uma contraproposta reduzindo de 3,5 para 3,3 por cento a actualização salarial para 2008.
Em relação à greve, Bettencourt Picanço afirmou que o esforço do STE "ainda vai para a negociação", acrescentando que as negociações ainda vão prosseguir relativamente a outras matérias, nomeadamente subsídio de desemprego para os funcionários públicos, mobilidade especial e aposentação.
Ana Avoila, da Frente Comum, disse aos jornalistas à entrada para a reunião que vão apresentar uma contraproposta de uma actualização salarial de cinco por cento contra os 5,8 por cento reivindicados anteriormente.
À margem das reuniões negociais, cerca de duas centenas de dirigentes e activistas sindicais da Frente Comum estão a realizar um plenário em frente ao Ministério das Finanças e da Administração Pública pela reposição do poder de compra dos salários e pensões.

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