Açoriano Oriental
Sindicato marca greves em empresas privadas e IPSS nos Açores para exigir semana de 35 horas

O SITACEHTT/Açores convocou greves para sexta-feira em várias empresas privadas da ilha Terceira e em instituições de solidariedade social de toda a região, exigindo a redução do período normal de trabalho máximo para 35 horas semanais.

Sindicato marca greves em empresas privadas e IPSS nos Açores para exigir semana de 35 horas

Autor: Lusa/AO Online

“Para assinalar a necessidade de trazer à discussão pública os problemas dos trabalhadores do setor privado da Terceira, sobretudo com os horários de trabalho e a necessidade da aplicação do horário de trabalho das 35 horas a todos os trabalhadores, foram marcadas greves em várias empresas e entidades empregadoras da ilha para 07 de junho”, revela o sindicato em comunicado.

Na nota, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo, Transportes e Outros Serviços dos Açores (SITACEHTT/Açores) adianta que as paralisações estão marcadas em empresas como a Insco, o Centro de Fabricação dos Açores, a Sportessence, a Emater, a Pronicol, a Unicol, a Mobiazores e a Azores On Route (nestas duas últimas a greve vai começar na quinta-feira).

“No setor das creches, jardins-de-infância e ATLS, das Instituições Particulares de Solidariedade Social esta jornada de luta é extensível a toda a região, com uma greve convocada para o dia 07 de junho”, lê-se na nota de imprensa.

Também na sexta-feira, o sindicato vai organizar uma concentração de trabalhadores pelas 10h00 na Praça Velha, no centro de Angra do Heroísmo.

“Consideramos fundamental que as questões da conciliação da vida profissional com a vida familiar e pessoal sejam discutidas, sempre na perspetiva de melhorar a vida quotidiana dos trabalhadores e das suas famílias que diariamente se confrontam com um conjunto de condicionamentos”, defende.

O SITACEHTT/Açores refere que o arquipélago é “uma das regiões da União Europeia onde se trabalha mais horas por semana”, considerando a redução do período normal de trabalho máximo para as 35 horas semanais uma reivindicação “possível, justa e necessária”.

“O prolongamento generalizado e a constante irregularidade dos horários e tempos de trabalho são incompatíveis com a necessária conciliação da vida profissional com a vida pessoal. O alargamento e a desregulação dos horários de trabalho são dos principais problemas com que hoje se debatem os trabalhadores”, salianta o sindicato.

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