"Já estamos a montar o dispositivo de segurança e defesa que se encarregará de garantir a feliz estadia do Papa Leão XIV na Guiné Equatorial durante os dias 21, 22 e 23 de abril deste ano", afirmou Obiang Mangue na rede social X, acrescentando que o país deverá "reforçar estes dois setores com helicópteros e 'drones' para o controlo das zonas fechadas, tanto em Malabo [capital da Guiné Equatorial] e Mongomo, como em Bata".
Dado que "alguns países amigos solicitaram a entrada na Guiné Equatorial" para acompanhar a visita papal, o vice-Presidente deu ordens para preparar "um dispositivo conjunto de defesa e segurança para garantir a excelente viagem de Robert Francis Prevost, da sua comitiva e dos cristãos que assistam às cerimónias litúrgicas durante os três dias".
Leão XIV vai visitar a Argélia, Angola, Camarões e Guiné Equatorial entre 13 e 23 de abril, naquela que será a terceira viagem internacional do seu pontificado, anunciou a Sala de Imprensa da Santa Sé, no dia 25 de fevereiro.
A primeira viagem apostólica deste ano prevê ainda uma visita de um dia no final de março ao Principado do Mónaco e outra de seis dias, em junho, a Espanha, que prevê ainda uma passagem pelas ilhas Canárias.
O período mais longo acontece entre 13 e 23 de abril no continente africano, numa viagem que começa pela Argélia e Camarões.
Entre 18 e 21 de abril, o pontífice visita Angola, passando pela capital Luanda, Muxima e Saurimo, segundo a Igreja Católica angolana.
A última paragem desta viagem será a Guiné Equatorial, o único país de língua espanhola da África, onde o papa visitará Malabo, Mongomo e Bata, de 21 a 23 de abril.
Esta visita a África pode ser considerada a primeira grande viagem internacional decidida pessoalmente por Leão XIV, já que a que realizou em novembro à Turquia e ao Líbano estava prevista desde o pontificado do Papa Francisco.
A Santa Sé comparou a viagem de Leão XIV, que tem o objetivo de promover a paz, à de João Paulo II em 1985, na qual percorreu sete países africanos em 11 dias.
