Num comunicado, as Forças de Defesa de Israel indicaram que o alvo da operação foi Wassim Ataillah Ali, descrito como comandante do Hamas e responsável pelo treino do departamento militar do Hamas no Líbano.
Segundo o exército israelita, Ali estava envolvido na preparação de “planos terroristas para prejudicar cidadãos do Estado de Israel e soldados das Forças de Defesa de Israel”, sendo considerado uma ameaça para o país.
A operação marcou o primeiro ataque israelita no norte do Líbano desde o início da ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, no sábado, que reabriu uma frente de tensão no território libanês.
Israel informou ainda que, nas últimas horas, atingiu também alegadas infraestruturas do Hezbollah em várias zonas do Líbano.
O Ministério da Saúde libanês confirmou duas mortes no ataque, tendo a agência estatal NNA indicado que uma das vítimas foi o próprio Wassim Ataillah Ali.
A segunda vítima mortal foi a mulher do comandante do Hamas, enquanto uma das filhas do casal ficou ferida após o bombardeamento da casa onde se encontravam, nas proximidades da mesquita Jalil al Rahman, no campo de refugiados de Bedawi.
O Hamas condenou o ataque, que classificou como “um crime traiçoeiro”, acusando Israel de ter provocado a morte de uma família civil palestiniana.
Num comunicado citado pelo jornal palestiniano Filastin, o movimento islamita afirmou que o bombardeamento constitui “uma nova agressão sionista que viola todas as leis e normas internacionais” e representa uma violação da soberania libanesa.
O Hamas responsabilizou Israel pelas consequências do ataque e apelou às Nações Unidas e à comunidade internacional para condenarem o que descreveu como uma agressão que ameaça a estabilidade da região.
