Sindicato denuncia atrasos nos salários de empresa de segurança nos Açores

Sindicato denuncia atrasos nos salários de empresa de segurança nos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Jan de 2019, 09:24

O coordenador da União de Sindicatos de São Miguel e Santa Maria denunciou atrasos no pagamento de salários aos trabalhadores da empresa privada de segurança Provise, nos Açores, dando o exemplo do mês de dezembro.

“Os trabalhadores da Provise receberam os vencimentos entre 22 e 25 de janeiro e ainda faltam alguns acertos em termos de subsídios de refeição, que são pagos num cartão refeição. Os trabalhadores fazem chegar a nós queixas (...), são situações preocupantes”, denunciou Pedro Martins  numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada.

O sindicalista lembrou que esta “não é uma situação nova na empresa”, lembrando que tem recebido “várias queixas dos trabalhadores”, muitos deles em situações “precárias” e que, por isso, temem “represálias”.

“Neste momento há trabalhadores com medo de abrir a boca, há muitos com vontade de ir à luta mas recuam, sabem que, quando derem a cara, a empresa vem com represálias, são colocados noutros locais de trabalho, com processos disciplinares, isto é a realidade que se passa nesta empresa”, acusou.

A agência Lusa tentou, sem sucesso, chegar ao contacto com a administração da Provise, tendo sido remetido um eventual comentário para quinta-feira.

O sindicalista Pedro Martins advogou que as autoridades competentes, nomeadamente a Inspeção Regional do Trabalho, “tem de fazer cumprir a lei”, apostando numa maior “fiscalização” e “aplicando coimas à empresa”.

“Perante a lei há uma certa dificuldade, porque a empresa paga tarde, mas vai pagando. Em todo o caso, o trabalhador pode sempre suspender o contrato, pode levar a empresa a tribunal”, disse.

O sindicalista lembra ainda que o Governo Regional dos Açores, enquanto maior cliente da Provise, tem “uma palavra a dizer” quanto aos cerca de 500 trabalhadores.

“Temos alguma dificuldade em perceber como essa empresa ganha concursos de empresas públicas regionais, sabendo que a mesma não está a cumprir com os diretos laborais dos seus trabalhadores de uma forma permanente”, sublinhou.

A União de sindicados de São Miguel e Santa Maria revelou ainda, através do seu coordenador, que está disponível para “apoiar os trabalhadores” em “quaisquer formas de luta” para que sejam “assegurados os direitos laborais de forma digna”.

Na sua página na Internet, a Provise indica que a sua fundação se deu na ilha de São Miguel em novembro de 1994.

A empresa tem como principal atividade "a prestação de serviços de vigilância humana, assim como a venda de sistemas de segurança eletrónica e controlo de acessos, exploração e gestão de centrais de receção e monitorização de alarmes".

"Fortemente implantada no mercado açoriano", a Provise dispõe de instalações operacionais na ilha Terceira, ilha do Faial e também na ilha da Madeira, bem como na cidade do Porto, além de ter um escritório comercial em Lisboa.



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