Sarkozy defende importância da unidade da Europa face ao Kosovo

Sarkozy defende importância da unidade da Europa face ao Kosovo

 

Lusa / AO online   Internacional   10 de Out de 2007, 12:28

O Presidente francês considerou hoje “muito importante a Europa manter-se unida” sobre o dossier do Kosovo e desejou “uma solução que não humilhe quem quer que seja”, durante uma conferência de imprensa em Moscovo.
    “Em relação ao Kosovo, é muito importante que a Europa se mantenha unida e que a discussão se mantenha aberta com os nossos amigos russos sobre esta questão, que é um assunto europeu, sobre o qual tentamos absolutamente encontrar uma solução que não humilhe quem quer que seja”, declarou Nicolas Sarkozy, que falava durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente russo, Vladimir Putin.

    Contrariamente à França, a Rússia, aliada tradicional da Sérvia, recusa ouvir falar de independência total da província sérvia e tem ameaçado vetar a proposta no Conselho de Segurança da ONU.

    Por outro lado, numa alusão ao dossier iraniano, Vladimir Putin declarou hoje “não ter informações” que demonstrem que o Irão está a ponto de “produzir armas nucleares”, mas prontificou-se a “continuar a cooperar” com a comunidade internacional.

    “Não temos informações segundo as quais o Irão aspira a produzir armas nucleares. Não temos esses dados objectivos”, declarou Putin.

    “Partilhamos as preocupações dos nossos parceiros” que pretendem que “os planos do Irão sejam mais transparentes”, adiantou Putin, assegurando que “o Irão dá passos no sentido da comunidade internacional”.

    Sarkozy saudou a “vontade de cooperar” da Rússia e insistiu que o programa nuclear iraniano é “um assunto que preocupa o planeta”.

    “A poucos dias da sua deslocação a Teerão, dizer que ele coopera, que quer continuar a cooperar, é algo de importante”, disse o chefe de Estado francês.

    O Presidente russo visita dentro de dias Teerão.

    Durante a conferência de imprensa conjunta dos dois chefes de Estado, Sarkozy declarou ainda que “a França não deseja dar lições a quem quer que seja” sobre direitos humanos.

    “Reconheço e compreendo a especificidade russa” e “fiz valer sobre um certo número de questões as minhas convicções com franqueza” a Vladimir Putin, adiantou Sarkozy.

    “Putin respondeu-me com a mesma franqueza porque nós consideramos que a amizade consiste em dizer as coisas, a olhar os eventuais deacordos e a olhar para as soluções”, disse Sarkozy.

    “Não há surpresas, há simplesmente transparência da qual eu falava sempre sobre o plano económico, nós também a temos sobre a questão política”, concluiu o chefe de Estado francês.

    Sobre o plano económico, Sarkozy referiu que os investimentos franceses estão disponíveis para “entrar no capital” do gigante do gás russo Gazprom.
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