Sarkozy apoia escudos anti-míssil


 

Lusa/AOonline   Internacional   16 de Nov de 2008, 08:14

O presidente em exercício da União Europeia, Nicolas Sarkozy, declarou sábado que cada país é livre de decidir se deve ou não dotar-se de um escudo anti-míssil, objecto de um contencioso entre os Estados Unidos e a Rússia.
  Questionado, durante uma conferência de imprensa após a cimeira do G20 em Washington, sobre se discutiu com os seus homólogos norte-americano e russo a questão do escudo anti-míssil, o presidente francês respondeu que com o presidente George W. Bush não falou porque esse não era o objectivo da reunião de Washington.

    Em contrapartida, Sarkozy reconheceu ter falado com os russos.

    Citando a Polónia e a República Checa, Sarkozy afirmou que “cada país é soberano para decidir se cria ou não um escudo anti-míssil. Pode ser um último complemento face à ameaça de mísseis vindos de outro lugar, como por exemplo do Irão”, acrescentou.

    Sexta-feira em Nice, França, realizou-se uma cimeira entre a União Europeia e a Rússia, com Sarkozy a apelar a Moscovo e aos Estados Unidos, para pararem de ameaçar aumentar o número de mísseis e o escudo anti-míssil.

    O chefe de Estado francês propôs discutir a segurança na Europa durante uma cimeira a realizar em meados de 2009.

    Esta declaração suscitou a cólera de Praga, segundo a qual o presidente francês não recebeu um “mandato” da UE para falar desta questão com o seu homólogo russo.

    O projecto de escudo anti-míssil norte-americano, ao qual a Rússia se opõe há meses, apesar das garantias norte-americanas de que visa apenas proteger-se dos ataques potenciais de Estados “vadios”, passa pela instalação de um potente radar na República Checa e dez mísseis interceptores na Polónia.

   

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