Açoriano Oriental
Romeu Bairos participa com Saudade no Festival da Canção

“Vira e volta a saudade” é o refrão que Romeu Bairos e os Karetus esperam que ecoe em Roterdão, local da grande final do Festival da Eurovisão 2021.

Romeu Bairos participa com Saudade no Festival da Canção

Autor: Nuno Martins Neves

Uma das canções mais bem cotadas nas casas de apostas europeias, “Saudade” é um dos 20 temas que vão a votos no Festival da Canção, cuja final será a 6 de março. O músico micaelense fala de um sonho que será posto à prova na primeira semifinal, no dia 20 de fevereiro.

O convite para participar na edição deste ano do Festival da Canção surgiu através da amizade do músico furnense com André Reis, um dos nomes da dupla de dj’s Karetus (o outro é Carlos Silva).

“Quando os Karetus foram convidados a participar, lembraram-se de mim para ser o autor da letra. Mas durante o processo de criação chegamos à conclusão que fazia sentido que também emprestasse a minha voz”, conta Romeu Bairos.

O resultado é o que já foi apelidado de “eletrofado”: a estrutura da música portuguesa mistura-se com a batida eletrónica num tema onde a saudade da vida antes da pandemia surge retratada.

Mas os Açores na música não se ficam pela escrita e voz de Romeu Bairos. Pelo meio, ouvem-se os acordes de uma viola da terra, tocada pelo próprio Romeu: “Foi uma afirmação da açorianidade, quis ter vários elementos da música açoriana. Não sou um grande entendido na viola da terra, vi vídeos de inúmeros tocadores regionais e acabei por gravar”.

Colocada on-line há 6 dias, já ultrapassou as 70 mil visualizações no YouTube (só a canção “Por um triz”, da cantora Carolina Deslandes, foi mais vista). “Quando ouvimos a música a primeira vez, achamos que tínhamos uma boa música e que iríamos ter reconhecimento por isso. O nosso objetivo seria chegar à final. Não gosto de colocar o carro à frente dos bois, mas acredito nisso e queremos mesmo ganhar”, assume o músico açoriano.

Bem cotada nas casas de apostas e na reação que tem tido na Europa, “Saudade” pode ser um passo determinante na carreira de Romeu Bairos, que abraçou o projeto com toda a força. Ainda para mais, atravessando um período complicado, com poucos concertos devido à pandemia, o desafio do Festival da Canção foi “uma luz ao fundo do túnel”.

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