EUA

Rice desejosa de fazer visita histórica à Líbia


 

Lusa/AO online   Nacional   5 de Set de 2008, 11:29

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, afirmou que está desejosa de fazer a visita à Líbia, prevista para hoje e que classificou como uma visita que se realiza num momento histórico.
"É uma visita que acontece num momento histórico, depois de muitas dificuldades e do sofrimento de muitas pessoas, mas também depois de decisões históricas da Líbia de eliminar as suas armas de destruição maciça e o terrorismo", disse a chefe da diplomacia norte-americana numa conferência de imprensa em Lisboa com o seu homólogo português Luís Amado.

    Rice iniciou esta sexta-feira em Lisboa uma digressão que a vai levar à Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos.

    Condoleezza Rice explicou que a sua expectativa para o encontro que tem previsto com o líder líbio, Muammar Kadhafi, é falar do "papel importante que a Líbia pode desempenhar na União Africana, e designadamente em questões como o Sudão".

    "Estou desejosa de fazer esta visita. Sei que a Líbia está a mudar e quero conversar sobre como essa mudança está a acontecer. Uma Líbia mais aberta será extremamente bom", declarou.

    Os vários contactos do governo português com as autoridades líbias foram um dos temas do encontro de cerca de hora e meia que os dois governantes mantiveram hoje.

    Na declaração inicial que fez, Rice afirmou ter-lhe "interessado especialmente" a conversa com Luís Amado sobre essa experiência de contactos e "a sua opinião sobre o papel político e estratégico" do Magrebe em geral e da Líbia em particular.

    "Foi um óptimo local para começar a viagem", disse Rice a propósito dessa troca de pontos de vista.

    Questionado pela imprensa que acompanha a secretária de Estado na viagem sobre que conselhos deu a Condoleezza Rice sobre esse encontro com Muammar Kadhafi, Luís Amado respondeu que "não preciso de dar conselhos à secretária de Estado", mas que tiveram "uma conversa muito interessante sobre as questões estratégicas" que envolvem aquela região.

    "Tive oportunidade de falar daquilo que é o mais importante, na minha opinião, nesta relação com a Líbia. Há um conjunto de princípios e valores que são centrais nas nossas sociedades, mas os desafios que enfrentamos no mundo actualmente aconselham-nos a trabalhar e a compreender" outras realidades, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros português.

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