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Lusa/AO Online   Nacional   21 de Out de 2010, 07:58

O início das negociações entre o Governo e o PSD para o Orçamento do Estado é o principal destaque dos jornais de hoje, que referem que as condições exigidas por Passos Coelho podem custar mil milhões de euros.

“Mil milhões separam Passos de Sócrates”, salienta o Diário de Notícias (DN) em manchete, adiantando que o Governo e o PSD vão sentar-se à mesa das negociações com o ministro das Finanças a fazer de interlocutor do executivo.

A equipa negocial do PSD será decidida hoje, refere o jornal.

O DN salienta que as condições exigidas pelo PSD para viabilizar o Orçamento do Estado (OE) envolvem “perdas de 600 milhões em IVA e de 450 milhões em receita que o Governo prevê obter com limites às deduções e benefícios fiscais e à suspensão de obras públicas”.

O aumento limitado do IVA é, aliás, e segundo o Público, uma questão central para o “sim” do PSD.

Os primeiros passos da negociação foram dados na quarta feira, referem os jornais económicos, citando o líder do PSD a afirmar que o partido “está disponível para fazer um último esforço” e o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, a sublinhar que “não se negoceia seriamente em praça pública com ultimatos”.

O Público lembra ainda que a votação do OE foi adiada para 3 de novembro.

O jornal faz manchete com a frase “62,4 milhões de euros”, soma do valor que os gabinetes do Governo vão gastar em 2011, segundo o OE. De acordo com o Público, os ministros vão gastar menos 4,9 milhões do que este ano.

Já os salários da função pública vão apresentar tendência contrária, segundo o Diário Económico (DE), que titula em manchete “Governo assume derrapagem nos salários da Função Pública”.

Apesar do congelamento salarial deste ano, diz o DE, os gastos do Estado com as remunerações vão ficar 4,1 por cento acima dos 10,9 milhões de euros previstos.

O OE para 2011 contempla ainda um aumento de capital do BPN, como noticia o Jornal de Negócios, titulando “Governo tem de pôr 400 milhões no BPN”.

Segundo o jornal, o aumento do capital visa repor os rácios de solvabilidade do banco para cumprir as exigências do Banco de Portugal, mas o valor representa o dobro do preço esperado para a venda.

As revistas de hoje também fazem capa com o OE: “Saiba quanto lhe vai pesar o Orçamento de Estado”, propõe a Visão, enquanto que a Sábado escreve “Descubra como Sócrates vai gastar mais de 4,1 milhões de euros num ano”.

No Correio da Manhã, a manchete salienta “439 milhões em recibos verdes” com 70 mil pessoas nesta situação, adiantando o jornal que o Estado aumenta recurso a trabalhadores precários e a contratados a prazo.

No Jornal de Notícias, o título principal refere que “benfeitores de Misericórdias não querem dar bens à Igreja” porque temem que a alteração da tutela das instituições deixe de fazer reverter as dádivas para os pobres.

“Metade dos trabalhadores ainda terão baixas qualificações em 2020”, é a manchete do i, que cita um estudo do Conselho Nacional de Educação prevendo que, daqui a 10 anos, 49,8 por cento da população ativa continuará a ter baixas qualificações. Na Europa, nessa altura, esse valor será de apenas 19,5 por cento.

A possibilidade de ser decretado feriado no primeiro dia da cimeira da NATO, a 19 de novembro, é outra notícia avançada pelo DN, que diz que os polícias querem tolerância de ponto por causa das restrições na circulação.

Os jornais de hoje destacam ainda a morte da atriz Mariana Rey Monteiro, na quarta feira, aos 87 anos.

No desportivo Record, a manchete diz que “só Roberto fura a greve”, a propósito da derrota dos campeões nacionais em Lyon, por 2-0, enquanto que A Bola questiona “onde para o Benfica?”.

O Jogo destaca o jogo Lyon-Benfica e afirma “desculpa, Roberto!”


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