Reitores querem maior articulação entre ensino e investigação


 

Lusa/Ao online   Nacional   16 de Mar de 2019, 11:30

O reitor da Universidade de Aveiro (UA), Paulo Jorge Ferreira, disse esta sexta feira que a necessidade “cada vez mais premente” de articular ensino e investigação vai obrigar a “profundas alterações” nas escolas.

“O ritmo de mudança da sociedade e o ritmo de produção de conhecimento são tão elevados que se separarmos investigação e ensino, caímos rapidamente num ensino que está desligado ou das necessidades da sociedade, ou dos últimos resultados de investigação. Portanto, temos que os aproximar e manter interligados”, disse o reitor, que apresentou as conclusões do segundo encontro da Convenção do Ensino Superior, que decorreu hoje na UA.

Paulo Jorge Ferreira salientou que esta questão irá implicar alterações “profundas” nos métodos de ensino, adiantando que houve vários intervenientes que abordaram a necessidade de “renovar, reconstruir o processo de educação”.

“Precisamos de pessoas com capacidades de comunicação, criatividade, inovação, resiliência, empreendedorismo, trabalho em equipa. Não precisamos só de técnicos e, naturalmente, isso precisa de um novo método de ensino. Não é simplesmente uma sala de aulas e um professor a falar para estudantes. Isso não vai funcionar no futuro”, sintetizou.

Paulo Jorge Ferreira referiu ainda que as universidades têm os meios necessários para avançar com as alterações, que poderão passar por uma “renovação e uma reorientação dos métodos, conteúdos e espaços para estes novos objetivos societais”, mas poderá haver necessidade de algumas alterações legislativas.

“Estamos a chegar a uma altura em que estamos a sentir desfasamentos. As leis estão orientadas para a realidade de há vários anos”, observou.

O segundo encontro da Convenção do Ensino Superior, promovida pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), foi dedicado ao tema "Investigação, Inovação e Ensino: os desafios para 2030".

A terceira sessão vai decorrer a 09 de abril, no Porto, e será centrada nas questões da valorização, do conhecimento e da abertura à sociedade.

A Convenção, que se irá desenvolver em seis sessões, vai terminar com a apresentação de uma nova estratégia para o Ensino Superior e a ciência para a próxima década.




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