Referendo constitui “bomba” para mercados financeiros


 

Lusa/AO Online   Economia   2 de Nov de 2011, 06:27

O anúncio de um referendo ao plano de resgate, negociado entre os parceiros europeus de Atenas, "é uma bomba lançada sobre os mercados", afirmou hoje  o governador do Banco Central de Taiwan.

"Os mercados financeiros instáveis podem afetar a economia real. Esperamos que a Europa encontre estabilidade. Se a Europa for estável e o euro continuar a existir, isso beneficiará todo o sistema financeiro mundial", declarou Perng Fai-nan à rádio BBC de Taipeé, citado pela agência Dow Jones.

Hoje as praças da Ásia estavam a registar perdas, depois do primeiro-ministro grego ter semeado o pânico nos mercados ao anunciar a realização de um referendo sobre o plano de ajuda à Grécia, cujo voto "será vinculativo".

Se o não vingar, isso poderá levar à queda da moeda europeia e à impossibilidade da Grécia em pagar a sua dívida, o que deixará o sistema bancário europeu e as economias regionais em risco de uma nova crise.

O plano de resgate inclui o perdão de 100 mil milhões de euros da dívida do país a bancos privados e novos empréstimos da comunidade internacional à Grécia no valor de 100 mil milhões de euros.

Mas impõe, em contrapartida, pesados sacrifícios ao país e provocou contestação social generalizada em reação à brutal queda do nível de vida de uma grande fatia da população.

A crise da dívida deverá ocupar um lugar de destaque na agenda do Presidente Obama na cimeira do G20 em Cannes (França), na qual participará quinta e sexta-feira, estando igualmente previstas reuniões bilaterais com o seu homólogo francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel.


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