A equipa profissional do Santa Clara viveu, de forma intensa - e conturbada - o período do mercado de inverno da temporada 2025/2026, com a alteração do comando técnico e diversas mudanças no plantel.
Uma autêntica “mini revolução” que concentrou as atenções na inesperada saída de Vasco Matos do comando técnico dos “encarnados” de Ponta Delgada.
Dois anos e meio depois de ter feito história ao serviço do Santa Clara, Matos deixou o clube após uma série de oito jogos consecutivos sem vencer (sete deles para o campeonato) e três derrotas consecutivas.
O fim do ciclo terminou após a derrota em casa com o Estoril, por 2-4, na 20.ª jornada da Liga, tendo o técnico de 45 anos sido rendido por Petit.
O antigo médio chegou aos Açores com a missão de tirar o Santa Clara do 16.º lugar da tabela classificativa (posição de play-off de manutenção), tendo para o efeito recebido um plantel que foi alvo de diversos reajustes em quase todos os seus setores (apenas a baliza manteve-se “intocável).
Nesta janela de transferências, a última da temporada, o plantel registou oito entradas - seis delas na última semana e meia -, mas viu também sair cinco atletas, dois deles autênticos esteios da equipa nas bem sucedidas campanhas de 2023/2024 (que levou a equipa ao título nacional da II Liga) e 2024/2025 (onde alcançou a melhor classificação de sempre na I Liga [5.º lugar] e o apuramento para a Liga Conferência da UEFA.
O ingresso dos defesas Guilherme Romão e Marcos Vítor colmatam as saídas de Luís Rocha (Vizela) e Matheus Pereira (Toronto FC), pelo que nestes casos as contratações visaram a consequente substituição dos que deixaram o grupo.
O meio-campo perdeu Adriano (o médio foi vendido aos chineses do Wuhan Tree Town, deixando o jogador os Açores três anos e meio depois de ter chegado proveniente do Cruzeiro), mas o setor foi reforçado com três atletas: Klismahn (que regressou após empréstimo aos japoneses do Vissel Kobe), Andrey e Darlan.
O ataque também conta com três caras novas (Welinton Torrão, Gonçalo Paciência e Fernando) que ocupam as vagas deixadas em aberto por Luquinhas (Radomiak Radom) e Carter (emprestado ao Farense).
Tem agora a
palavra Petit que, pela frente, tem 14 jogos para construir uma equipa
cujo principal objetivo é assegurar a manutenção na I Liga. O primeiro é
já no sábado, frente ao Estrela da Amadora.
