Recolha de medicamentos sem uso aumenta nos Açores

Recolha de medicamentos sem uso aumenta nos Açores

 

Carmo Rodeia   Regional   10 de Dez de 2008, 09:37

Os açorianos, em especial os micaelenses, têm aderido de forma “exemplar” à campanha de recolha de embalagens de medicamentos usados ou fora de prazo, que já não têm utilidade para consumo, ou porque excederam o prazo de validade, ou porque já não são precisos.
A prova desta adesão “significativa”está no facto de duas farmácias de Ponta Delgada -  a Costa e a Nossa Senhora dos Anjos- terem sido premiadas pela empresa que assegura o Sistema de Gestão Integrado de Resíduos de Embalagens e Medicamentos fora de uso (SIGREM), a Valormed.
 A selecção das duas farmácias teve por base  a quantidade de resíduos entregue, por cada uma delas, tendo sido distinguidas mais 44 farmácias do continente, num total de 2748 aderentes ao SIGREM.
Anualmente, só em São Miguel e Santa Maria, a recolha de medicamentos fora de uso chega a ultrapassar as três toneladas, o que significa que, todos os meses, as farmácias das duas ilhas recolhem o equivalente a 40 ou 50 contentores, num total de peso que pode variar entre os 200 e os 250 kg de embalagens e medicamentos.
“Recebemos tudo”, garante a farmacêutica Margarida Brum, de frascos a caixas de comprimidos e ampolas.
Os medicamentos são deixados pelos utentes de forma indiscriminada, guardados em sacos especiais e depois contentorizados.
“A adesão tem crescido muito nos últimos dois anos”, garante Cláudia Mateus, da Proconfar empresa intermediária entre as farmácias e a Valormed neste processo.
“Diariamente somos solicitados pelas farmácias para colocar novos suportes - contentores ou sacos - para depositar os medicamentos deixados pelos utentes”, diz a responsável da empresa que assegura o armazenamento destes medicamentos, que no final de cada mês  são transportados para o Continente para serem incinerados.
O SIGREM está em vigor desde 2005 e pretende promover a valorização energética dos resíduos de produtos fármacos.
O processo é simples. À semelhança do que já se faz no lixo doméstico, com separação de lixo orgânico do papel, do vidro ou do plástico, procura-se evitar que os medicamentos sem uso ou fora de prazo possam ser misturados no lixo doméstico. As campanhas, em marcha desde 2005, apelam a que as pessoas que se queiram desfazer de medicamentos os depositem nas farmácias, em locais devidamente assinalados.
Daqui seguem para armazenamento e, depois, para incineração no continente, sendo que aí se promove a sua valorização energética.
A nível nacional, em 2007 foram recolhidas 638 toneladas de medicamentos, mais 60 toneladas que em 2006.
Apenas 4% das farmácias portuguesas não aderiram ao SIGREM e as farmácias são as únicas entidades autorizadas a proceder a esta recolha.
A cada contentor corresponde uma ficha que identifica o seu conteúdo e peso.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.