Mundial 2010

Queiroz diz que jogos não se ganham por antecipação

Queiroz diz que jogos não se ganham por antecipação

 

Lusa/AO online   Futebol   9 de Set de 2008, 17:03

O seleccionador português de futebol, Carlos Queiroz, afirmou que não existe um cartão de crédito que permita comprar antecipadamente a vitória sobre a Dinamarca, em jogo de apuramento para o Mundial2010.
Depois do seleccionador da Dinamarca ter atribuído favoritismo a Portugal para o jogo de quarta-feira, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, Queiroz defendeu que os jogos não se ganham por antecipação.

    “O favoritismo não ganha jogos. No futebol não há um cartão de crédito que nos permita adquirir os três pontos e pagar só depois do jogo. Temos de jogar sempre 90 minutos. Temos de jogar bom futebol, esse é o objectivo da nossa equipa. Se jogarmos bem temos boas hipóteses de ganhar”, referiu Queiroz.

    Na conferência de imprensa de antecipação do encontro com a Dinamarca, Queiroz admitiu que cada selecção tem 50 por cento de hipóteses, pois “têm a mesma ambição de estar no Mundial”.

    Em relação à equipa nórdica, que empatou a zero na Hungria no primeiro jogo, Carlos Queiroz disse que os principais argumentos são “a concentração, a disciplina, o método e a consistência”.

    “Eu acabei de ver o jogo deles na Hungria. Há outras boas equipas no nosso grupo, como a própria Hungria. Não se iludam com o resultado da Dinamarca, porque foi excelente”, referiu.

    Carlos Queiroz considerou que a Dinamarca “é um equipa experiente, com um treinador há muitos anos na selecção e que conhece bem os seus jogadores”.

    “São jogadores que fazem um determinado tipo de futebol, que nós conhecemos. Se não jogarmos com toda a concentração e não formos capazes de condicionar os seus argumentos, vamos ter grandes problemas”, referiu.

    Com “os jogadores todos em forma”, o seleccionador nacional não adiantou qual será a equipa que irá começar o encontro com a Dinamarca, mas prometeu “escolher o ‘onze’ inicial que pareça dar maiores garantias”.

    “A parte que mais odeio no futebol é dizer aos jogadores que merecem um lugar, mas que não podem jogar. O maior problema que tenho agora é que tenho 23 jogadores que podem ser titulares”, considerou.

    Carlos Queiroz abdicou de fazer o treino de ambientação ao Estádio José Alvalade, por considerar que tem “boas condições” para treinar em Óbidos, local do estágio, e porque “se há algo que os jogadores conhecem é o Estádio de Alvalade, o das Antas e o da Luz”.

    O seleccionador nacional não quis, por outro lado, fazer comentários à possível não qualificação da selecção sub-21, que hoje defronta a República da Irlanda.

    “Se fizesse esse comentário, era admitir que isso ia acontecer. Vamos esperar pelo resultado de hoje e depois logo analisaremos. Agora temos de estar com a selecção sub-21 e com optimismo”, afirmou.

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