Açoriano Oriental
Queda de árvores em habitações faz 16 desalojados em Santo Tirso e Almada

Nove pessoas ficaram, esta quinta-feira, desalojadas no concelho de Almada, Setúbal, e outras sete em Santo Tirso, Porto, devido à queda de árvores em habitações, provocada pelo mau tempo, disse à Lusa o comandante da proteção civil.

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Foto: OCTAVIO PASSOS / LUSA
Autor: Lusa/AO Online

“Em Almada resultaram nove desalojados que foram, entretanto, realojados pelos serviços de ação social da Câmara de Almada, e em Santo Tirso sete pessoas foram deslocadas e estão em casa de familiares acompanhados pelos serviços municipais”, disse Rui Laranjeira.

De acordo com o comandante, as duas situações estão relacionadas com a queda de árvores em cima das habitações, não havendo feridos a registar.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil alertou na quarta-feira a população para o agravamento das condições meteorológicas, com precipitação forte e persistente, vento forte nas terras altas e agitação marítima forte em toda a costa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou sob aviso vermelho, o mais grave, devido à previsão de rajadas de vento superiores a 100 quilómetros por hora, os distritos de Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro e Coimbra.

O comandante Rui Laranjeiro adiantou hoje à Lusa que desde as 15h00 de quarta-feira, altura em que foi emitido o primeiro alerta da proteção civil, e as 08h00 de hoje foram registadas 1.270 ocorrências, que empenharam 3.750 operacionais e 1.460 meios terrestres.

“Os distritos mais afetados foram Porto e Braga e a esmagadora maioria das ocorrências está relacionada com quedas de árvores, registando-se também quedas de estruturas e algumas limpezas de via”, indicou.

Também por causa da queda de uma árvore a circulação foi interrompida no metro do Porto na Linha F, entre Contumil e Fânzeres, em Gondomar, na zona de Rio Tinto.

Fonte da empresa disse à Lusa que às 07:30 ainda não havia previsão para a normalização do serviço naquela linha, pelo que recomenda a utilização do serviço da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) e dos operadores de transporte privados.

O comandante Rui Laranjeira, da ANEPC, adiantou à Lusa que até às 08:00 de hoje não tinha sido registada nenhuma ocorrência significativa relacionada com o corte de estradas ou inundações de vias.

“É expectável que possam ter ocorrido cortes temporários em algumas vias fruto da queda de árvores para remoção das mesmas”, disse.

Rui Laranjeira lembrou ainda que o IPMA prevê a partir do final da manhã de hoje um agravamento do estado do tempo, especialmente no que diz respeito ao vento e à quantidade de precipitação que está prevista cair.

O IPMA emitiu ao final do dia de quarta-feira um aviso vermelho para os distritos do Porto, Braga, Aveiro, Vila Real e Viana do Castelo devido à chuva “forte e persistente, podendo ser acompanhado de trovoada”.


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