Açoriano Oriental
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PSD quer acabar com a “ingerência política” na SATA

O presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, disse que irá “acabar” com a “ingerência política nos negócios” da transportadora área regional SATA, caso vença as próximas eleições regionais, e considerou “inaceitável” os preços das passagens interilhas.

PSD quer acabar com a “ingerência política” na SATA

Autor: Lusa/AO Online

“O que tem acontecido no passado foi ingerência política nos negócios da empresa [SATA], no que diz respeito, designadamente, a esta oportunidade fora do contexto do transporte interilhas e da falta de profissionalização da sua gestão. É coisa que é para acabar”, declarou Bolieiro.

O presidente do PSD no arquipélago falava hoje aos jornalistas em Santa Cruz da Graciosa, após uma ação de campanha do partido.

O também cabeça de lista por São Miguel às próximas eleições regionais de 25 de outubro assegurou que não existirá interferência na gestão profissional da companhia, caso venha a chefiar o executivo açoriano.

“O PSD, comigo a governar os Açores, não intervirá na gestão profissional da empresa [SATA], mas garantirá que as obrigações de serviço público de transporte aéreo de passageiros interilhas sejam boas para os açorianos circularem”, declarou.

Bolieiro salientou que a viagem para a Graciosa fê-lo ter a “clara noção” da “importância” da proposta do PSD para a criação de uma tarifa Açores, que estabeleça o teto máximo de 60 euros para uma viagem entre as ilhas açorianas, à exceção da viagem entre as Flores e Corvo, por serem “ilhas de proximidade”.

“Paguei, vindo de São Miguel para aqui [Graciosa], na tarifa sem restrições, 117 euros. A nossa proposta da tarifa Açores é de ser, no preço máximo, 60 euros ida e volta, incluindo taxas aeroportuárias”, reforçou.

Questionado sobre os impactos da proposta nas contas da SATA, Bolieiro destacou que a criação de uma tarifa Açores iria favorecer o “músculo financeiro e económico da SATA” porque estaria “assegurada a subvenção no âmbito das obrigações de serviço público” e porque a baixa de preços nas passagens garantiria uma “elasticidade na procura”.

“Em vez dos aviões andarem menos ocupados, passam, eventualmente, a ter mais procura e, portanto, mais ocupados. Isso dá mais receita. Ademais redefinirá a estratégia e a gestão da empresa, na medida em que, com mais eficiência, ela porá fim a tantos prejuízos”, assinalou.

O presidente do PSD/Açores salientou que, ao longo dos “últimos oito anos de governação do Partido Socialista”, a SATA registou um prejuízo acumulado de 260 milhões de euros.

Uma comitiva do PSD/Açores chegou hoje à ilha Graciosa, no âmbito da campanha eleitoral para as eleições regionais.

Além de fazerem campanha no centro de Santa Cruz, os sociais-democratas percorrem a freguesia rural da Luz, onde o maior desafio foi encontrar gente para transmitir o programa eleitoral do partido: “é a tarefa de procurar alguém e encontrar ninguém”, soltou a certa altura José Manuel Bolieiro.

“Sente-se na Graciosa o despovoamento. É preciso ter uma política até para a criação de um mercado regional e da mobilidade, [para] conhecer a Graciosa e o seu potencial, para ser suficientemente atrativa para residir”, afirmou o líder social-democrata.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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