PSD pede transparência e novo concurso para bar de Praia da Ribeira Quente

Vereador social-democrata Francisco Gaspar questiona renovação após final da concessão de cinco anos, bem como a não atualização das rendas do espaço situado na Praia do Fogo



A renovação da concessão da exploração do bar da praia da Ribeira Quente à empresa Lobeira - Restauração e Turismo, Lda. foi questionada pelo vereador do PSD/Povoação, Francisco Gaspar, que pede mais transparência e um novo concurso para o espaço.

Este espaço foi concessionado a 15 de junho de 2018 por um prazo de cinco anos à referida empresa, havendo a possibilidade de renovação sucessiva por períodos de um ano, até ao máximo de 10 anos. A renovação da concessão foi decidida por maioria, com os votos a favor dos vereadores do PS e o voto contra de Francisco Gaspar, que “em nome da transparência e para dar a oportunidade a outros concorrentes”, pede que seja aberto um novo concurso, em que o atual concessionário possa concorrer, “com valores atualizados, mais vantajosos para a autarquia”.

Não colocando em causa o serviço prestado - que o social-democrata, frequentador do espaço, considera positivo - Francisco Gaspar considera que deve haver “igualdade de oportunidades para todos”.

Além deste aspeto, o vereador do PSD/Povoação estranha que não tenha havido, desde 2018, qualquer atualização da renda cobrada pela autarquia. Aliás, na reunião de Câmara foi referido que, por lapso, os serviços camarários não aplicaram a obrigatória atualização do coeficiente, que aumenta a renda mensal para 871,06 euros a partir deste ano, tendo o concessionário sido informado para proceder ao pagamento dos valores em falta desde 2018, ou seja 1.135,80 euros.

“A realidade de hoje, não é a mesma de 2018, refletido no boom turístico que os Açores têm tido”, lembra o vereador, mesmo reconhecendo que o bar de praia só funciona cerca de seis a sete meses, entre abril e inícios de outubro.

O Açoriano Oriental procurou obter uma reação por parte do executivo camarário presidido pelo socialista Pedro Melo, mas até ao fecho da edição não foi possível.

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No segundo dia do julgamento das ex-auxiliares de educação acusadas de maus-tratos a crianças da creche da Casa do Povo de Rabo de Peixe, o tribunal ouviu educadoras e outras funcionárias. Juiz considerou que estas também deviam estar sentadas no banco dos réus, ao terem permitido que os maus tratos às crianças se prolongassem no tempo