PSD e PS em Ponta Delgada desbloqueiam financiamento de 2 ME para Capital da Cultura

PSD e do PS votaram favoravelmente, em reunião da Câmara Municipal de Ponta Delgada, uma adenda ao contrato celebrado com o Coliseu Micaelense que assegura dois milhões de euros para a PDL-26



O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral , em declarações à agência Lusa, referiu que a decisão resultou de um "diálogo profícuo mantido com o PS, pondo-se os interesses de Ponta Delgada acima de quaisquer divergências político partidárias”.

“Permitiu-nos desbloquear aquilo que o Movimento por Ponta Delgada e o Chega tinham bloqueado na última reunião da Câmara Municipal”, adiantou Pedro Nascimento Cabral, para saudar a “responsabilidade institucional do PS e PSD”, uma vez que se “devolveu estabilidade financeira ao projeto da Capital Portuguesa da Cultura”.

Pedro Nascimento Cabral considerou “lamentável o bloqueio", porque "os partidos políticos e os movimentos deveriam ter sentido de responsabilidade institucional não só perante Ponta Delgada e o seu concelho, mas também perante os produtores culturais e todos os que estão envolvidos neste grande projeto”.

“Fora das agendas políticas e dos protagonismos exacerbados, que são questões secundárias, há um grande projeto que exige que todos nós trabalhemos para que seja um sucesso”- afirmou.

Segundo o município de Ponta Delgada, a aprovação “permite a sua subsequente apreciação pela Assembleia Municipal de Ponta Delgada, representando um passo determinante para garantir o financiamento externo para a PDL26 – Capital Portuguesa da Cultura”.

São assim salvaguardados mais dois milhões de euros de financiamento associado à Capital Portuguesa da Cultura: 650 mil euros do Turismo de Portugal, um milhão de euros através das candidaturas ao programa Açores 2030, cerca de 303 mil euros de mecenato empresarial e, ainda, receitas próprias estimadas provenientes da comercialização de ‘merchandising’ do projeto.

Os vereadores do Chega e do Movimento Ponta Delgada para Todos (PDLPT), face à abstenção do PS, haviam chumbado, na anterior reunião de Câmara, uma proposta do executivo que “permitia o acesso a mais dois milhões de euros” para a Capital Portuguesa da Cultura.

O Chega justificou, na altura, o voto contra do vereador na Câmara de Ponta Delgada à proposta de aditamento ao financiamento do projeto Ponta Delgada - Capital Portuguesa da Cultura com a ausência de “respostas claras” do presidente do município, tendo mantido na reunião de hoje o seu sentido de voto.

O movimento PDLPT indicou que “votou contra a minuta do segundo aditamento ao contrato-programa setorial plurianual 2024-2026, por persistirem dúvidas relevantes que não foram devidamente esclarecidas em reunião de Câmara", tendo optado hoje pela abstenção.

A Câmara Municipal de Ponta Delgada tem três eleitos do PSD, três do Movimento Cívico e Independente Ponta Delgada para Todos (PDLPT), dois da coligação PS/BE/PAN/Livre e um do Chega.

Depois de Aveiro, em 2024, e Braga, em 2025, Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, é este ano a Capital Portuguesa da Cultura, um ano antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura.

A organização está a trabalhar com um orçamento de 4,3 milhões de euros, proveniente do município (três milhões) e do Governo da República (1,3 milhões), estando a aguardar um milhão de euros do Governo Regional com origem em fundos comunitários.

A criação da figura da Capital Portuguesa da Cultura foi anunciada pelo ex-ministro da Cultura Pedro Adão e Silva, em Lisboa, em dezembro de 2022, onde deu a conhecer a cidade vencedora da candidatura a Capital Europeia da Cultura.


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