Açores lideram em ambiente mas registam um dos piores resultados globais

Arquipélago regista o melhor desempenho ambiental do país no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional 2024, divulgado pelo INE. No entanto, a Região está entre as menos competitivas e com a menor coesão de Portugal



Os Açores apresentam um dos melhores desempenhos ambientais do país, mas continuam a enfrentar desafios nas áreas da competitividade e da coesão social, segundo o Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) 2024, divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). 

Na dimensão da qualidade ambiental, os Açores alcançaram um índice de 113,84, o valor mais elevado entre todas as sub-regiões NUTS III analisadas em Portugal. O resultado coloca o arquipélago no topo nacional neste indicador.

Apesar desta vantagem ambiental, o retrato regional mostra algumas fragilidades. Nos indicadores de competitividade, os Açores surgem entre as regiões com valores mais baixos (83,43). Também na coesão, os Açores registam um desempenho inferior à média nacional. O estudo identifica a Região Autónoma dos Açores com o índice de coesão mais baixo do país (83,19), contrastando com regiões como a Grande Lisboa, a Região de Coimbra ou o Cávado, que apresentam resultados superiores.

O resultado global do IDSR coloca os Açores com um resultado de 92,95, situando a Região entre os piores lugares, apenas à frente do Douro (88,99 Alto Tâmega e Barroso (90,62), Tâmega e Sousa (92,18) e Beira Baixa (92,67).

Registo de melhorias anuais na Região

Em comparação com 2023, os Açores apresentam, por exemplo, uma subida de 1,16 pontos no ISDR global. Ao nível do ISDR da qualidade ambiental, indicador em que os Açores lideram a nível nacional, registou-se uma melhoria de 2,80 pontos. Apesar de apresentar níveis de competitividade entre os mais baixos face ao restante país, o arquipélago registou uma ligeira melhoria de 0,17 pontos face ao período homólogo. A coesão registou igualmente uma subida nos Açores, passando de 82,40 para 83,19 entre 2023 e 2024.

Apenas cinco sub-regiões ultrapassam a média nacional

As cinco das 26 sub-regiões NUTS III de Portugal que superavam a média nacional em termos de desenvolvimento regional global foram a Grande Lisboa (107,83), a Área Metropolitana do Porto (103,10), a Região de Coimbra (101,09), a Região de Aveiro (100,97) e o Alto Minho (100,49). A nível nacional, em 2024, no âmbito da coesão e da competitividade, a Grande Lisboa lidera em ambos os níveis, com 108,80 e 116,69, respetivamente. Por sua vez, a Região Autónoma da Madeira registou um ISDR global de 98,38, um valor superior ao dos Açores por 5,43. 

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