PSD acusa Governo de Sócrates de se ter "reformado" em matéria de liberdades


 

Lusa / AO online   Nacional   11 de Out de 2007, 16:12

O PSD acusou hoje o PS de José Sócrates de se ter "reformado definitivamente" em matéria de liberdades, reagindo à visita de agentes policiais a um sindicato na Covilhã, um dia antes de uma deslocação do primeiro-ministro.
    Num debate que ocupou os deputados durante quase 90 minutos no plenário da Assembleia da República, e em que o "histórico" socialista Manuel Alegre se juntou a toda a oposição na exigência de esclarecimentos cabais, o social-democrata Paulo Rangel associou directamente o actual primeiro-ministro a este tipo de episódios.

    "O PS não pode invocar o seu passado, o seu passado nós respeitamos. Mas desde que fez o 'restyling' José Sócrates, o PS não pode dar cartas em matéria de liberdades. Em matéria de liberdades, o PS de José Sócrates envelheceu e reformou-se definitivamente", acusou.

    Numa intervenção muito crítica, Paulo Rangel considerou que este episódio demonstrou uma nova atitude do Governo.

    "Sem que se perceba porquê ou com que fim, o primeiro-ministro e o Governo do PS subiram mais um degrau - um perigoso degrau - no clima de condicionamento, de cerceamento, de atrofia da liberdade cívica", acusou.

    "Já não é sancionar quem diverge é tentar impedir que se divirja", alertou.

    Manuel Alegre, que pediu a palavra no início do debate, fez questão de separar o que serão as conclusões do inquérito já mandado instaurar pelo Ministério da Administração Interna e a "pedagogia política e democrática" sobre o caso.

    "A liberdade sindical é inseparável da liberdade política, não há liberdade sem todas as liberdades", frisou, numa intervenção em que recordou que este valor faz parte do "património histórico" do Partido Socialista.

    Apelando a que neste caso não existem "sombras, equívocos ou confusões", Manuel Alegre exortou a que sejam apuradas todas as responsabilidades mas, sobretudo, que o caso "não volte a repetir-se a bem da democracia".
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