Europeias

PS quer mais cooperação e investimento para travar "sério ataque" da extrema-direita


 

Lusa/Ao online   Nacional   9 de Mar de 2019, 13:14

O PS considera que a União Europeia está sob "sério ataque" dos movimentos nacionalistas de extrema-direita e defende que as respostas para travar "os populismos" têm de passar por maior cooperação entre Estados-membros e mais investimento europeu.

Esta é a linha política central do manifesto que os socialistas apresentam para as eleições europeias de 26 de maio próximo e que é hoje sujeito a votação na reunião da Comissão Nacional do PS, em Lisboa.

O PS traça um retrato cinzento sobre a atual situação da União Europeia, concluiu que a Europa "está hoje sob sério ataque dos movimentos populistas, sobretudo da extrema-direita nacionalista e xenófoba".

"Um pouco por toda a parte, esses movimentos agitam as bandeiras do nacionalismo, exploram toda a espécie de descontentamentos, promovem notícias falsas nas redes sociais e fomentam a insegurança e o medo. Para cada problema complexo, prometem uma 'solução' simplista e, à falta de melhor, tentam vender a ilusão de um regresso redentor às fronteiras nacionais", aponta-se na introdução da síntese do manifesto eleitoral do PS, à qual a agência Lusa teve acesso.

Os grandes problemas do presente, para os socialistas portugueses, "exigem mais cooperação entre os países europeus, não menos".

"Contudo, dizemos também, com clareza, que a Europa precisa de mudar e de fazer bastante mais e melhor para corresponder à legítima expetativa dos seus cidadãos - é essa, aliás, a melhor resposta ao populismo eurocético e é esse o nosso combate de todos os dias, como socialistas comprometidos com a justiça social e com o projeto europeu. Só uma Europa mais atenta à pobreza e às desigualdades, só uma Europa capaz de avançar para novas políticas que melhorem a vida concreta dos seus cidadãos, das famílias e das empresas pode estar à altura dos enormes desafios que tem pela frente", defende-se no mesmo documento.

Nesta linha, o PS promete combater eleitoralmente os adversários da União Europeia, mas também se demarca de "todas as subserviências e todos os conformismos", - aqui, numa alusão crítica ao papel desempenhado por Portugal no período do último Governo PSD/CDS-PP.

Ao contrário da tendência de alguns Estados-membros para fechar fronteiras a cidadãos de países terceiros, os candidatos socialistas ao Parlamento Europeu afirmam que vão empenhar-se na adoção de "uma política integrada para as migrações".

Uma política "que comece por atacar as causas fundamentais dos fenómenos migratórios por via de cooperação para o desenvolvimento e para a segurança nos países de origem, que promova a segurança nas fronteiras externas da União Europeia e o combate ao tráfico de seres humanos e que assegure vias legais para uma gestão controlada das migrações, acompanhada de um investimento sério na integração social dos imigrantes e no combate ao racismo, à xenofobia e a todas as formas de discriminação", acrescenta-se no manifesto eleitoral do PS.



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