Professores dos Açores dizem ser inadmissível que só haja prova de conhecimentos em três ilhas

Professores dos Açores dizem ser inadmissível que só haja prova de conhecimentos em três ilhas

 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Nov de 2013, 15:19

O Movimento dos Professores e Educadores Precários e Desempregados dos Açores considerou hoje "inadmissível" que a Prova de Conhecimentos e Capacidades não se realize em todas as ilhas, alertando que quem se deslocar pagará, no mínimo, 200 euros.

“Com a centralização desta prova na Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, os docentes contratados da região que queiram concorrer ao concurso nacional de professores terão de despender de uma quantia nunca inferior a 200 euros para se deslocarem para a realização da prova”, refere o MPEPDA, num comunicado.

Nos Açores a prova será feita em apenas três das nove ilhas: Terceira, Faial e S. Miguel. Os professores das restantes ilhas terão de fazer a viagem para poder estar a 18 de dezembro nas cidades de Angra do Heroísmo, Horta ou Ponta Delgada.

Além do custo da passagem, os professores serão também confrontados com cortes no vencimento, pois terão de faltar ao trabalho, acrescentou à Lusa Sónia Penela Martins, do MPEPDA.

Para o Movimento, que discorda em absoluto da prova, esta é uma situação inadmissivel e defendem que a mesma seja realizada em todas as nove ilhas dos Açores.

O secretário regional da Educação, Ciência e Cultura (SRECC) dos Açores anunciou que a região não vai exigir como requisito nos concursos regionais de seleção de docentes a Prova de Conhecimentos e Capacidades, como acontece no resto do país, mas "será exigivel para quem quer concorrer para o continente", explicou Sónia Martins.

"Na verdade, a introdução de tal prova, para acesso à carreira, é uma indignidade que coloca em cheque institutos públicos e universidades, criando um denso véu de desconfiança relativamente à qualidade da formação que estas entidades públicas proporcionam, denegrindo, também, os professores legalmente profissionalizados", sublinha o MPEPDA, assinalando "a decisão política da SRECC de não condicionar o concurso dos professores contratados da região a uma prova completamente injusta".

O Movimento destaca, por outro lado, as decisões judiciais dos tribunais do Funchal e Ponta Delgada, no sentido de o Ministério da Educação e Ciência (MEC) "ter de permitir que os docentes que lecionam nas ilhas possam aceder ao concurso que levou ao quadro 603 professores".

"O MPEPDA considera que nunca é tarde para ser reposta a justiça, ainda mais quando se trata de igualdade de oportunidades para quem, como os professores contratados, são já discriminados, como fez saber na semana passada a própria Comissão Europeia", sublinha.

 


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