Justiça

Prisão preventiva "muito difícil de decretar"

Prisão preventiva "muito difícil de decretar"

 

Lusa/AOonline   Nacional   16 de Out de 2008, 11:54

O Procurador-Geral da República (PGR) destacou esta quinta-feira a diminuição do “sentimento de impunidade” em Portugal como uma das principais conquistas dos seus primeiros dois anos de mandato, mas considerou que a prisão preventiva actualmente é "muito difícil de decretar".
“Penso que consegui diminuir o sentimento de impunidade. O que não quer dizer haver mais punições. Mas pelo menos as pessoas saberem que não há ninguém que esteja à margem da lei, seja quem for, toda a gente é investigado desde que haja uma denúncia séria. Seja quem for, faça o que fizer, poderoso ou não poderoso. É uma coisa de que me orgulho bastante”, disse Pinto Monteiro, em declarações à Agência Lusa, em Maputo.

    Pinto Monteiro, que tomou posse a 09 de Outubro de 2006, destacou ainda a intensificação do combate à corrupção como outra das notas do seu consulado, exemplificando que “só num processo estão a ser investigadas, entre sociedades, pessoas e bancos, 500 pessoas”, e prometeu que neste domínio “os resultados vão começar a aparecer”.

    “No combate à corrupção não há nenhum caso que não chegue à Procuradoria que não seja investigado. Em termos de resultados, não é fácil o combate à corrupção, porque na corrupção ninguém está interessado. Num roubo quem é roubado tem interesse em que se saiba, a família de quem morreu quer apurar os factos, mas quem corrompe e é corrompido ninguém tem interesse e há meios altamente sofisticados, mas vamos obtendo algum sucesso”, comentou.

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