Japão

Principais diários japoneses consideram demissão de PM "irresponsável" e "anormal"


 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Set de 2008, 12:05

Os principais diários nacionais japoneses atacam fortemente o primeiro-ministro Yasuo Fukuda, cuja demissão inesperada, anunciada segunda-feira, é qualificada de "irresponsável" e "anormal" em vários editoriais.
"É irresponsável" e é "anormal" que um chefe de governo se retire subitamente onze meses depois de Shinzo Abe, antecessor Fukuda, se ter demitido ao cabo de um ano, critica o Mainichi Shimbun (centro-esquerda).

    Será caso para "pôr em dúvida a capacidade do Partido Liberal Democrata (PLD) de se manter no poder", segundo o diário, referindo-se ao grande partido de direita, que dirige o Japão, praticamente sem interrupção, há mais de meio século.

    O Asahi Shimbun (centro), um dos cinco maiores jornais do Japão, considerou a decisão do primeiro-ministro "completamente irresponsável e anormal"".

    O diário apela a uma "uma dissolução rápida" da câmara de deputados para posterior realização de eleições legislativas antecipadas, exigidas pela oposição há um ano.

    As eleições estão previstas para Setembro de 2009.

    "Irresponsável" titula também o Sankei Shimbun (direita conservadora), frisando que o primeiro-ministro demissionário convocou uma sessão parlamentar extraordinária.

    O diário económico Nikkei considera também "anormal" a existência de três primeiros-ministros em dois anos "devido à instabilidade dentro do PLD".

    Apenas o Yomiuri (direita liberal) reconheceu "alguns êxitos" [a Fukuda], mas adianta que o seu sucessor deverá ser "mais forte" para levar a bom porto as reformas.

    Fukuda anunciou inesperadamente a sua demissão, segunda-feira à noite, por considerar não ter condições para concretizar a política prometida.

    Fukuda, 72 anos, chegou ao poder em Setembro de 2007 com uma taxa de popularidade de cerca de 60 por cento, mas esse apoio desceu rapidamente, mantendo-se sempre baixo.


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